Agosto Lilás: mês de conscientização pelo fim da violência contra a mulher
Você já ouviu falar no Agosto Lilás? Esse mês é dedicado a uma campanha de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher. É um momento para falarmos, refletirmos e agirmos, porque a violência doméstica e familiar é uma realidade que ainda atinge muitas mulheres no Brasil. A ideia é que, durante todo o mês, sejam realizadas ações educativas, palestras, eventos e divulgação de informações para incentivar a denúncia e mostrar que existe proteção e amparo.
O que simboliza o Agosto Lilás
A cor lilás representa a luta pelos direitos das mulheres e a igualdade de gênero. Em agosto, essa simbologia ganha mais força, especialmente por marcar a sanção da Lei Maria da Penha, que é um marco histórico no combate à violência doméstica. Essa lei não apenas tipifica diferentes formas de violência, mas também garante medidas protetivas e cria mecanismos para prevenir e punir agressores.
Por que precisamos falar sobre isso
A violência contra a mulher não se resume à agressão física. Ela pode ser psicológica, moral, sexual ou patrimonial. Muitas vezes, começa de forma silenciosa e vai se agravando com o tempo. Campanhas como o Agosto Lilás têm o papel de informar as mulheres sobre seus direitos, incentivar a denúncia e mostrar que a vítima não está sozinha. Em Jaguariúna, por exemplo, a Procuradoria da Mulher da Câmara Municipal desenvolve ações importantes para orientar e acolher mulheres que sofrem algum tipo de violência.
O papel de cada um na mudança
Combater a violência contra a mulher é responsabilidade de todos nós. É preciso quebrar o ciclo do silêncio, apoiar a vítima e não relativizar ou justificar comportamentos abusivos. A denúncia é um passo essencial para interromper a violência e pode ser feita pelo telefone 180, que funciona 24 horas por dia, ou diretamente na delegacia, inclusive nas Delegacias de Defesa da Mulher.
Conclusão
O Agosto Lilás é um chamado para que a sociedade se una contra a violência de gênero e para que as mulheres saibam que existem leis, políticas públicas e profissionais prontos para acolhê-las. Falar sobre o assunto é o primeiro passo para transformar realidades e salvar vidas.
Maria Vitória Savioli
Advogada – OAB/SP 510.185
Colunista do jornal O Regional