Justiça mantém presas mães de crianças que estavam sozinhas em apartamento durante incêndio em Campinas

Prisão em flagrante das duas mulheres foi convertida em preventiva; menino de 3 anos morreu e outras duas crianças ficaram feridas

A Justiça manteve presas as duas mulheres responsáveis pelas três crianças que estavam sozinhas em um apartamento atingido por um incêndio em Campinas. Um menino de 3 anos morreu e outras duas crianças ficaram feridas.

Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), a audiência de custódia foi realizada na quarta-feira (16), quando as prisões em flagrante foram convertidas em preventivas.

O incêndio ocorreu na manhã de terça-feira (15), no último andar de um prédio de seis pavimentos localizado no Jardim Itayu, na região do Carlos Lourenço.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), as três crianças estavam sozinhas no imóvel no momento em que o incêndio começou. As duas mulheres foram identificadas e encaminhadas ao 10º Distrito Policial de Campinas, onde foram presas em flagrante.

Duas das crianças, irmãs de 6 e 3 anos, conseguiram deixar o apartamento com a ajuda de vizinhos. Elas foram socorridas com queimaduras no rosto. O menino de 3 anos, primo das duas meninas, foi encontrado morto em um dos quartos após o controle das chamas.

A Polícia Civil solicitou perícias ao Instituto de Criminalística (IC) e ao Instituto Médico-Legal (IML). As circunstâncias e as causas do incêndio permanecem sob investigação.

Prédio ocupado

O imóvel atingido pelo incêndio integra um complexo formado por quatro torres ocupado desde 2017 e que é alvo de uma ação judicial de reintegração de posse.

Segundo a Prefeitura de Campinas, o cadastro social aponta que 108 famílias vivem no local. O município informou que ofereceu auxílio-moradia emergencial como alternativa para a saída dos moradores, mas não houve adesão.

O Corpo de Bombeiros informou que o prédio apresenta condições precárias, não possui hidrantes nem equipamentos de segurança e foi considerado inabitável.

Crédito da foto: Helen Sacconi/EPTV