Biomédica e esteticista irão a júri por morte de fotógrafa após procedimento estético em Cosmópolis

Justiça determinou julgamento por homicídio com dolo eventual; dentista que também era réu foi impronunciado por falta de indícios de participação no crime

A Justiça decidiu que uma biomédica e uma esteticista acusadas pela morte da fotógrafa Roberta Correa, ocorrida em outubro de 2023 após um procedimento estético em Cosmópolis, serão julgadas pelo Tribunal do Júri. A decisão foi divulgada nesta terça-feira, 8 de setembro.

Segundo informações do g1 e da EPTV, Roberta passou mal após receber anestesia para a realização de um procedimento conhecido como endolaser e não resistiu.

No caso da biomédica Vanuza Aguilar Takata, a Justiça determinou que ela seja julgada por homicídio com dolo eventual, qualificado por meio cruel. A qualificadora de motivo torpe foi afastada pela magistrada responsável pelo processo.

A esteticista Isabela Dourado Fernandes também será submetida a julgamento por homicídio com dolo eventual, qualificado por meio cruel, além de responder por falsidade ideológica.

De acordo com a decisão judicial, a acusação de falsidade ideológica está relacionada à suspeita de que a esteticista teria se apresentado como biomédica, circunstância que, segundo o processo, teria contribuído para a parceria profissional entre as envolvidas.

As duas rés responderão ao processo em liberdade. A Justiça também determinou a suspensão do exercício profissional e a retenção dos passaportes. A biomédica deverá ainda entregar sua carteira profissional, conforme estabelecido na decisão.

Já o dentista Heliton José Oliveira, que também figurava como réu no processo, foi impronunciado. Segundo a Justiça, não foram identificados indícios suficientes de participação dele no crime que justificassem o envio do caso ao Tribunal do Júri.

A decisão de pronúncia não representa condenação. Ela determina que as acusadas sejam submetidas a julgamento por jurados, que irão analisar as provas e decidir sobre eventual responsabilidade criminal.