Greve dos Correios afeta entregas na região após ocupação de centro logístico em Indaiatuba
Trabalhadores bloquearam entrada e saída de cargas na madrugada desta quarta-feira (16); paralisação nacional segue sem previsão de encerramento
A greve nacional dos trabalhadores dos Correios segue por tempo indeterminado e provocou impacto direto na operação da Região de Campinas nesta quarta-feira (16). Funcionários ocuparam o Centro Logístico de Distribuição de Indaiatuba durante a madrugada, impedindo a entrada e a saída de cargas previstas para cidades atendidas pela unidade.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares de Campinas e Região (Sintect-Cas), a mobilização busca pressionar a direção dos Correios pela retomada das negociações do Acordo Coletivo de Trabalho.
A paralisação nacional teve início após assembleias da categoria rejeitarem a proposta apresentada pela empresa. Entre os principais pontos de divergência estão o reajuste salarial e as condições do plano de saúde dos empregados.
De acordo com o sindicato da região de Campinas, a proposta apresentada pela empresa não compensaria integralmente as perdas inflacionárias. A entidade também questiona mudanças relacionadas ao plano de saúde e os valores pagos pelos trabalhadores.
Com a mobilização no centro logístico de Indaiatuba, o sindicato informou que as cargas previstas para esta quarta-feira ficaram paralisadas, afetando as entregas na região.
Os Correios, por sua vez, informaram que acionaram o Plano de Continuidade de Negócios para reduzir os impactos da greve e manter os serviços. Entre as medidas anunciadas estão o deslocamento de empregados administrativos para atividades operacionais, remanejamento de veículos e realização de mutirões.
A estatal informou ainda que sua rede de agências permanece aberta ao público. Até o momento, não foi divulgado um prazo geral específico para eventuais atrasos nas entregas.
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou, em decisão liminar, a manutenção de pelo menos 80% do efetivo em atividade em cada unidade ou estabelecimento durante a paralisação. A determinação alcança unidades de atendimento, tratamento, transporte, distribuição e setores de suporte necessários à continuidade dos serviços.
O julgamento do dissídio coletivo está previsto para segunda-feira, 21 de setembro. Até lá, ainda existe a possibilidade de acordo entre os Correios e os representantes dos trabalhadores.
A greve permanece sem previsão de encerramento.
Foto: Reprodução/Jornal Nacional