Inverno começa em 21 de junho e acende alerta para saúde e solidariedade
Estação traz dias mais frios, baixa umidade e exige atenção com crianças, idosos, pessoas em situação de rua e animais
O inverno começa oficialmente no dia 21 de junho de 2026, às 5h25, no Hemisfério Sul. A chegada da estação é marcada pelo solstício de inverno, fenômeno astronômico que registra o dia mais curto e a noite mais longa do ano.
Com a mudança de estação, as frentes frias e massas de ar seco passam a influenciar a rotina das cidades, trazendo queda nas temperaturas, menor umidade do ar e maior necessidade de cuidados com a saúde, a segurança e a proteção social.
Durante o inverno, aumentam os casos de doenças respiratórias, como gripe, resfriados, asma, bronquite e pneumonia. O hábito de manter portas e janelas fechadas para conservar o calor pode facilitar a circulação de vírus e bactérias em ambientes pouco ventilados.
Crianças e idosos estão entre os grupos que exigem maior atenção nesse período. Em pessoas idosas, o frio intenso também pode agravar problemas cardiovasculares, já que a contração dos vasos sanguíneos contribui para a elevação da pressão arterial.
Entre as principais recomendações estão manter a vacinação em dia contra Influenza e Covid-19, reforçar a hidratação, lavar as mãos com frequência, evitar locais fechados e sem ventilação, manter alimentação equilibrada e procurar atendimento médico em caso de sintomas persistentes ou agravamento do quadro de saúde.
A chegada do frio também acende um alerta para a população em situação de rua. Nas noites mais geladas, a exposição prolongada a baixas temperaturas pode causar hipotermia e colocar vidas em risco. Por isso, campanhas do agasalho ganham ainda mais importância, com arrecadação de cobertores, meias, gorros, casacos e roupas em boas condições de uso.
Os serviços de assistência social costumam intensificar abordagens e rondas durante períodos de frio intenso, oferecendo acolhimento, orientação, alimentação e encaminhamento para abrigos temporários, quando disponíveis. A população também pode colaborar acionando os canais oficiais do município ao identificar pessoas desprotegidas em situação de risco.
Dentro de casa, o uso de aquecedores exige cuidado. É importante evitar sobrecarga em tomadas, manter equipamentos longe de tecidos, cortinas e móveis, além de garantir ventilação adequada nos ambientes. Banhos muito quentes e demorados também devem ser evitados, pois favorecem o ressecamento da pele e dos lábios.
Os animais de estimação também precisam de proteção redobrada. Filhotes, idosos e animais de pelo curto sentem mais os efeitos das baixas temperaturas e podem desenvolver problemas respiratórios ou articulares. Camas protegidas do chão frio, mantas, abrigos longe do vento e da umidade e, quando necessário, roupas adequadas ajudam a garantir mais conforto e segurança.
O início do inverno reforça a importância da prevenção e da solidariedade. Além dos cuidados individuais, a estação exige atenção coletiva para proteger quem está mais vulnerável e reduzir os riscos associados ao frio.
Fonte: INMET, Ministério da Saúde e Defesa Civil
Foto: Divulgação
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