Mogi Guaçu está entre as cidades-alvo de operação da PF contra quadrilha de roubo de cargas

Foto: Polícia Federal/Divulgação

Ação cumpriu 29 mandados e bloqueou R$ 18 milhões em bens; chefe do grupo morava entre Mogi Guaçu e Guarulhos

A cidade de Mogi Guaçu foi um dos principais alvos da operação “No Rest”, deflagrada na manhã desta quarta-feira (17) pela Polícia Federal contra uma quadrilha especializada em roubos de cargas e caminhões. Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de prisão temporária e 12 mandados de busca e apreensão em seis municípios do estado de São Paulo.

Além de Mogi Guaçu, os alvos estavam localizados em São Bernardo do Campo, Diadema, Guarulhos, Osasco e na capital paulista. Um dos principais articuladores da organização criminosa, segundo a investigação, alternava residência entre Mogi Guaçu e Guarulhos. Ele era responsável por recrutar assaltantes e planejar as ações criminosas.

De acordo com a Polícia Federal, durante os roubos, os criminosos agiam em grupos de quatro pessoas, abordando caminhoneiros em movimento ou em pontos de parada. Em diversos casos, as vítimas eram coagidas a realizar transferências bancárias e tinham pertences e documentos levados. Em algumas situações, os criminosos chegaram a extorquir familiares das vítimas por telefone.

As ordens judiciais foram cumpridas com apoio de 120 agentes federais, e oito pessoas foram presas até as 7h25, conforme balanço parcial divulgado pela PF. A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 18 milhões em bens e valores associados à quadrilha.

A investigação teve início em janeiro de 2025 e foi conduzida pela Delegacia da Polícia Federal de Campinas, em conjunto com o núcleo de Sorocaba do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo.

Segundo os investigadores, entre novembro de 2024 e junho de 2025, o grupo cometeu pelo menos 26 roubos e um furto em 15 cidades dos estados de São Paulo e Minas Gerais. A operação desta quarta busca desarticular completamente a atuação da quadrilha, que vinha se consolidando como uma das mais ativas no interior paulista.

Fonte: G1