Mogi Mirim confirma segunda morte por febre maculosa em 2026
Vítima era um homem de 82 anos que trabalhava com jardinagem; Centro de Controle de Zoonoses busca identificar o provável local de infecção
Mogi Mirim confirmou a segunda morte por febre maculosa registrada no município em 2026. A confirmação foi feita pelo Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo.
A vítima era um homem de 82 anos que trabalhava com jardinagem. Ele foi internado na Santa Casa no dia 13 de agosto e morreu dois dias depois, apesar dos esforços da equipe médica.
O primeiro óbito por febre maculosa registrado neste ano em Mogi Mirim ocorreu em 6 de junho. A vítima era um homem de 58 anos, morador da zona rural, que trabalhava com plantio de grama em condomínios na região de Campinas. A confirmação daquele caso pelo Instituto Adolfo Lutz ocorreu no dia 30 de junho.
No segundo caso, o Centro de Controle de Zoonoses iniciou trabalhos para identificar o Local Provável da Infecção. Segundo informações da Vigilância em Saúde, o homem de 82 anos costumava frequentar áreas de mata na cidade e também na zona rural.
A médica veterinária Vivian Delalibera Custódio, chefe da Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal da Saúde, reforçou a orientação para que a população evite áreas com maior risco de presença do carrapato-estrela.
“Mais uma vez pedimos às pessoas que evitem ir a locais de mata ou frequentar margens de rios e lagos. São locais muito propícios para o carrapato-estrela, hospedeiro da bactéria que transmite a febre maculosa”, afirmou.
A Vigilância em Saúde também orienta que pessoas que apresentarem sintomas como febre alta repentina, dor de cabeça intensa, dores no corpo e manchas avermelhadas, especialmente nas palmas das mãos e nas solas dos pés, procurem atendimento médico imediatamente.
A febre maculosa pode evoluir rapidamente e provocar complicações graves caso o tratamento não seja iniciado no começo dos sintomas.
Para quem precisar frequentar áreas de mata ou margens de rios e lagos, a orientação é utilizar roupas de manga longa, calças compridas e, preferencialmente, peças de cores claras, que facilitam a visualização de carrapatos. Também é recomendado colocar a barra da calça por dentro das meias ou botas.
A recomendação ainda é evitar locais com capim alto, trilhas fechadas e áreas frequentadas por animais silvestres ou de grande porte, onde pode haver maior presença do carrapato transmissor.