Por que integrar informações virou um desafio para o agro?
(Créditos: Daniel Balakov / iStock)
O agronegócio ocupa um papel fundamental no dia a dia dos brasileiros e na economia do país.
Responsável por movimentar diferentes cadeias produtivas e conectar produtores, empresas e consumidores, o setor também passa por uma transformação tecnológica profunda.
O agro nunca esteve tão conectado, digitalizado e dependente de dados como atualmente. Sistemas de gestão, inteligência artificial e outras soluções tecnológicas ampliam a capacidade de acompanhar operações e tomar decisões. O que passou a ser fundamental é integrar, organizar e filtrar o alto volume de informações geradas em diferentes pontos da cadeia produtiva.
Nesse cenário, a transformação digital do agro ultrapassou o status de tendência ou meramente uma forma de aderir às novas tecnologias. Para empresas do setor, ela se tornou uma questão estratégica de liderança, eficiência e continuidade dos negócios.
Agro brasileiro atinge maturidade digital recorde
O índice de maturidade digital do agronegócio brasileiro avançou de 3,1 em 2024 para 3,6 em 2025, segundo o Índice de Transformação Digital Brasil (ITDBr), feito pela PwC Brasil e pela Fundação Dom Cabral. O resultado representa um dos maiores avanços entre os setores analisados.
O ITDBr é realizado anualmente e utiliza uma metodologia própria para acompanhar o estágio de transformação digital das organizações brasileiras. A média geral das empresas nacionais no período anterior foi de 3,7 em uma escala de 0 a 6, por exemplo.
Entre os indicadores analisados, infraestrutura e estratégia apresentaram resultados acima da média geral. O indicador de pessoas e cultura chegou a 3,7, mostrando evolução na preparação das organizações para acompanhar as mudanças provocadas pela digitalização.
Para Mayra Theis, sócia e líder do setor de agronegócio da PwC Brasil, a transformação digital do agro vai muito além das tecnologias disponíveis.
“O avanço depende menos das ferramentas disponíveis e mais da capacidade das organizações de estruturar processos, desenvolver pessoas e tomar decisões orientadas por dados”, disse.
“O agronegócio brasileiro está diante de um cenário que pede ação: evoluir de uma digitalização focada na eficiência para uma transformação verdadeiramente estratégica, capaz de reinventar modelos de negócio, ampliar a competitividade global e sustentar o crescimento no longo prazo”, acrescentou.
Resultados práticos
O estudo do ITDBr também aponta impactos concretos da transformação digital no agronegócio. A eficiência operacional é o principal resultado observado, citada por 90% das empresas do setor. A evolução dos processos de tomada de decisão aparece em seguida, mencionada por 54% das organizações.
O levantamento mostra ainda que 49% das empresas do agro são classificadas como “otimizadoras”, percentual superior à média geral de 33,5%.
Com integração, pode ser melhor
Para 54% das empresas do agro, o principal desafio da transformação digital é organizar a digitalização como um processo estruturado. Outros 46% apontam a integração das novas iniciativas com projetos que já estão em andamento.
Os dados indicam que o setor ainda concentra a transformação digital em melhorias operacionais e projetos já existentes, mostrando que a integração de sistemas no ambiente corporativo pode elevar ainda mais a eficiência.
Quando informações ficam espalhadas em diferentes sistemas e controles, as decisões podem se tornar mais lentas e menos precisas. Por isso, soluções de integração, como um erp para agroindústria, aparecem como uma das possibilidades para centralizar processos administrativos e operacionais.