Saúde atendeu mais de 180 mil mogimirianos no 1º semestre

Esse número não leva em consideração os milhares de atendimentos prestados pela Santa Casa, Pronto-Socorro Central e UPA.

No primeiro semestre deste ano, as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e o CEM (Centro de Especialidades Médicas) atenderam mais de 180 mil pessoas, entre consultas médicas, odontológicas, visitas domiciliares, procedimentos de enfermagem, aviamento de medicamentos, dentre outros.
De acordo com Daniele Tonietti, responsável pela Divisão de Atenção Primária SMS (Secretaria Municipal da Saúde), o número exato de atendimentos foi de 182.739, ou seja, quase duas vezes o número de habitantes de Mogi Mirim. Desse total, 14.762 correspondem às consultas médico-odontológicas realizadas no CEM, que abrange mais de 23 especialidades.
As mais procuradas foram em ortopedia, com 2.396 consultas, cardiologia (1.886), seguidas por urologia (1.088) e oftalmologia, com 838 consultas. Nesse total do CEM, também estão computados os atendimentos do CEO (Centro de Especialidades Odontológicas), como endodontia (317), clínico geral (723) e cirurgião-dentista protesista, com 141 procedimentos, entre outros.
Já nos atendimentos das UBSs, a unidade da Sehac I, também conhecida pelo nome de “Vanderlei da Silva Bueno”, foi a que mais registrou consultas e outros procedimentos médico-odontológicos e de enfermagem, totalizando 21.378. Logo atrás, quase empatada, aparece a UBS da Santa Clara, com 21.339 atendimentos. Nas duas unidades, a especialidade de clínico geral foi a mais procurada, seguida por pediatria e ginecologia.
Os serviços odontológicos na Santa Clara, por exemplo, registraram 1,4 mil atendimentos no primeiro semestre. Já no Sehac I, foram 812.
A UBS “Dr. Antonio Albejante”, na Vila Dias, foi a terceira em volume de atendimento, com 17.888 consultas e procedimentos de enfermagem. A UBS do Santa Cruz não ficou muito atrás, com 17.190 atendimentos. As unidades do Jardim Paulista e Aterrado realizaram mais de 15 mil atendimentos cada uma.
Mesmo na zona rural, as unidades da ESF (Estratégia de Saúde da Família) nos bairros Piteira, Pederneiras, Córrego Azul, Gabrielzinho e Vergel realizaram, juntas, mais de 10,5 mil consultas. Nesse balanço, também merecem destaque as visitas domiciliares de técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde, que só na zona rural somaram mais de 6,8 mil atendimentos de janeiro a junho.

INVESTIR SEMPRE
O prefeito Paulo Silva elogiou o desempenho dos servidores das UBSs, CEM e ESF, afirmando que a saúde de Mogi Mirim nunca esteve tão ativa e presente na vida dos munícipes. Ele lembra que, assim como o SUS (Sistema Único de Saúde), a rede de atenção primária do município também é construída diariamente por profissionais extremamente dedicados e preparados.
Embora reconheça a existência de falhas, o prefeito destaca que esses problemas são pontuais e que muito vem sendo feito para aprimorar, cada vez mais, os serviços de saúde oferecidos à população. O secretário da Saúde, Mauro Nunes Júnior, também comemorou o balanço do semestre e ressaltou que, com a entrada em operação de duas novas UBSs — uma na Zona Norte e outra na Zona Leste —, esses números deverão crescer ainda mais.
Outros dados destacados por Mauro dizem respeito aos investimentos em Saúde feitos pela atual administração municipal. Ele salienta, por exemplo, que a Prefeitura investe, semanalmente, mais de R$ 4,5 milhões na área, incluindo nesse volume a Santa Casa, o PSC (Pronto-Socorro Central), os Caps (Centros de Atenção Psicossocial) e a UPA (Unidade de Pronto Atendimento).
“São, portanto, mais de R$ 18 milhões ao mês ou R$ 216 milhões por ano destinados à Saúde, o que representa mais de um quarto do orçamento total do Município”, aponta. Por último, ele também fez questão de chamar a atenção para o fato de a Prefeitura investir maciçamente na Santa Casa, onde reativou o pronto-socorro, criou uma farmácia com remédios gratuitos (inclusive na UPA), ampliou e reformou a UTI adulto, implantou a UTI Neonatal, reformou as seis salas do bloco cirúrgico, reabriu o banco de leite materno, inaugurou mais de 20 leitos clínicos, reformou a maternidade e a ala de hemodiálise (referência regional do SUS), além de adquirir equipamentos como um novo tomógrafo, raio-X, ultrassom com doppler, torres de colonoscopia e endoscopia, aparelhos para videolaparoscopia e novos focos cirúrgicos, dentre outros.