Seu Maior Ato de Liberdade: A Coragem de Escolher
Existem dias em que nos sentimos perdidos. A cabeça cheia, uma dose de estresse… são tantas coisas a fazer e aquela pressão. Precisamos tomar tantas decisões: desde as rápidas e simples, quase instantâneas — como escolher uma roupa, uma música, o que fazer para o almoço — até as mais reflexivas e racionais, que demandam tempo e energia. Sim, há um gasto calórico, pois nosso cérebro consome muita energia. E não podemos esquecer das decisões de amor e autocuidado, tão necessárias e importantes para cuidar de nós mesmos.
A Lei da Colheita
Precisamos pensar sobre as decisões que tomamos, pois elas direcionam as nossas vidas. Acabamos colhendo exatamente o que plantamos, e é crucial ter consciência disso. Como queremos ser saudáveis com escolhas que não são saudáveis? Para ter saúde mental, é preciso fazer escolhas que te mantenham saudável. São escolhas diárias, como um plantio. Não podemos plantar morangos e colher laranjas. É preciso ter autoconhecimento, autocuidado, amor-próprio, saber falar “não” e escolher ambientes saudáveis. É preciso estar atento ao seu bem-estar emocional e não deixar a vida te levar de qualquer maneira, ou do jeito que os outros querem. Um dia, a conta chega — e quem paga é só você.
Liberdade e Angústia
Na filosofia e na psicologia, pensadores como Viktor Frankl e Jean-Paul Sartre iluminam um caminho: a tomada de decisão é um ato de liberdade e responsabilidade. Sartre chegou a dizer que “estamos condenados a ser livres”, uma fala que mostra que nossas escolhas definem quem somos. A angústia é uma companheira natural da liberdade, pois tememos fazer a escolha errada. O objetivo é tomar decisões alinhadas com nossos valores mais profundos e com nosso eu verdadeiro. O ser humano é um agente livre e ativo, cujas decisões não são apenas sobre o que fazer, mas sobre “quem se tornar”.
O Poder do Seu Posicionamento
O convite desta semana é para essa reflexão, que parece simples, mas não é: as nossas decisões. Se pararmos para pensar, elas são imensamente poderosas. Não dá para deixar as coisas acontecerem na nossa vida sem a nossa participação. Nossas decisões são de nossa responsabilidade, e não dos outros.
A responsabilidade de cuidar bem de nós mesmos é nossa — de garantir nossa saúde mental e nosso bem-estar. A responsabilidade de estar em ambientes saudáveis é nossa: você pode escolher ficar e adoecer, ou ir.
Muitas vezes, o modo como permitimos que os outros nos tratem é um reflexo do limite que estabelecemos (ou não). Você não tem controle sobre o comportamento alheio, mas detém a chave para decidir que lugar essas ações ocuparão em sua vida. Cabe a cada um de nós o exercício diário de se posicionar, de dizer “não” quando necessário e de curar os ambientes que frequenta. Entendo que não é simples, mas é necessário tomar decisões se você está em sofrimento com algumas pessoas, situações ou ambientes que trazem prejuízos.
A Pergunta que Define Tudo
Você é livre para escolher, mas também é responsável por cada uma de suas escolhas. Elas têm o poder de ajudar ou prejudicar — e vão moldando você. Ambientes disfuncionais adoecem pessoas. Pessoas podem curar pessoas, mas também podem adoecer. E, convivendo diariamente, você vai se tornando desse ou daquele jeito. Tudo é uma escolha sua.
A grande reflexão de hoje é: quem você vai se tornar com as escolhas que tem feito? Como a sua vida vai ficar?
Se a sua resposta te trouxer paz, parabéns! Continue se cuidando e fazendo boas escolhas. Mas se a sua resposta te preocupou, tudo bem. A partir de agora, você pode procurar ajuda, refletir melhor e começar um novo plantio, com escolhas melhores, melhorando um pouquinho a cada dia. O importante é perceber onde estava tendo prejuízos e consertar a rota. Se preciso for, se posicionar, desenvolver mais autocuidado, amor-próprio e, quem sabe, fazer uma terapia.
Lembre-se: a responsabilidade de cuidar de você é sua. Não perca a oportunidade de viver — mas viver de verdade, estar consciente, viver bem. Vai valer a pena!