Quem Você Quer Encontrar Daqui a Dez Anos?

Eita povo bom. Como vocês estão? Espero que estejam bem!

Entender quem eu sou, às vezes, não é tão fácil. Autoconhecimento, autocuidado, amor próprio… Parar, olhar para dentro, me entender. São tantas emoções, sensações e percepções. E todo esse esforço tem um objetivo: alcançar uma saúde física e mental que nos permita viver de verdade, e não apenas sobreviver.

A grande questão é: como você quer se encontrar daqui a cinco, sete ou dez anos? Pare por um minuto. Use a imaginação, mas seja sincero. Como você estará daqui a uma década? Gostou do que viu?

Se a resposta não foi positiva, reflita: se você começar hoje, agora, a se cuidar, a história será diferente? Com toda a certeza, sim.

Um corpo saudável funciona sem uma mente sã? Se uma tristeza intensa tomar conta de você por mais de duas semanas, como você se sentirá? Como estará seu rendimento, seu sono e seu trabalho? E sua alimentação – você sentirá fome ou irá exagerar? Conseguirá estudar? Como ficará sua memória? E a concentração? Será que seu corpo sentirá mais cansaço? Como você acha que estará a sua energia? A nossa mente e nosso corpo trabalham juntos, uma mente disfuncional castiga o corpo, é preciso estar alerta.

Cuidar da mente e do cérebro é tão crucial quanto cuidar do corpo, especialmente nesta era de inúmeros estímulos desnecessários. Passar horas intermináveis no celular, por exemplo, sobrecarrega o córtex pré-frontal e prejudica a memória de trabalho. Em outras palavras, cansa a nossa capacidade de focar e tomar decisões e prejudica a memória que usamos no dia a dia. Sem perceber, o estresse aumenta, elevando os níveis de cortisol e intensificando a ansiedade. O resultado? O estresse que já existia potencializa a ansiedade, podendo torná-la patológica, prejudica o sono, surgem sintomas de início de depressão e a saúde mental fica soterrada por uma montanha de hábitos prejudiciais.

O celular é uma ferramenta valiosa, mas deve ser usada de forma correta, não para nos causar danos. E será que só ele nos prejudica? Existem outros vilões comuns: privação de sono crônica, má alimentação, consumo excessivo de álcool, estresse tóxico, solidão, isolamento social, sedentarismo e falta de estímulos intelectuais. Reconhece algum desses itens?

A boa notícia é que, para a maioria deles, mudanças no estilo de vida têm um impacto profundamente positivo na proteção e na recuperação da saúde cerebral e emocional.

Vale a pena parar um pouco, se observar e tomar a decisão pelo autocuidado. Reorganizar a vida: melhorar a dieta, começar uma atividade física, meditar, orar, fazer terapia, procurar um profissional de saúde que possa medicar se necessário for. São gestos simples e a maioria gratuitos que farão você se orgulhar de si mesmo no futuro.

Não permita que a rotina agitada, a suposta falta de tempo ou o uso inadequado da tecnologia o impeçam de viver plenamente e o deixem com a saúde debilitada. Levante-se. Escolha a si mesmo. Posicione-se hoje.

Não aceite ficar fora da realidade. Tudo que prejudica nos afasta do que é real. A realidade é você estar bem, saudável e capaz de viver. Sabemos que a vida é um desafio e que cansa, mas é a vida que temos. Os desafios existem para que cresçamos e aprendamos com eles, não para nos paralisar.

Não estamos num conto de fadas. É preciso assumir as rédeas da própria vida, entendê-la e aceitá-la para, então, fazermos as melhores escolhas. Viver bem, dentro da realidade, e saudável. Não deixe que os problemas o adoeçam. Mude a si mesmo, e tudo ao seu redor o acompanhará.

Há alguém consciente aí dentro. Alguém vivo, que vai, a partir de hoje, se amar tanto que não deixará espaço para o que lhe faz mal. Daqui a alguns anos, você entenderá que fez bem em se escolher, em se amar.

E agora? Vai se cuidar ou vai continuar da mesma maneira?