Cachorro agredido morre após denúncia de maus-tratos em Jaguariúna
Homem chegou a ser preso em flagrante após espancar o animal no bairro Águas do Jaguari; caso gerou comoção e revolta
Um cachorro resgatado após uma denúncia de maus-tratos em Jaguariúna morreu nesta terça-feira (29). O animal, um filhote macho, havia sido brutalmente agredido na noite anterior, no bairro Águas do Jaguari, e chegou a receber atendimento emergencial em uma clínica veterinária, mas não resistiu aos ferimentos.
De acordo com o boletim de ocorrência, o crime ocorreu por volta das 18h30 de terça-feira (28). Uma moradora ouviu latidos e gritos de dor vindos de uma casa vizinha e acionou a vereadora Priscila Adabo, conhecida por atuar na causa animal. Ao chegar ao local, Priscila encontrou o cachorro gravemente ferido, com sangramento na cabeça, e o encaminhou para atendimento para uma clínica da cidade. “Assim que soube, me desloquei até o local, verifiquei a gravidade dos ferimentos e solicitei atendimento urgente. Enquanto isso, permaneci aguardando a chegada da Guarda Municipal, que agiu com prontidão e deteve o agressor”, relatou a vereadora.
A Guarda Municipal de Jaguariúna deteve o suspeito em flagrante. No imóvel, foram encontradas ferramentas de trabalho — como pá e enxadão — que pertenciam ao homem, pedreiro de profissão. Testemunhas acreditam que uma dessas ferramentas possa ter sido usada na agressão.
O caso também foi destacado pelo delegado e deputado Bruno Lima, que também atua na defesa animal, que classificou o agressor como “covarde” e lamentou a morte do cachorro. “Infelizmente, o cachorro não resistiu aos ferimentos e veio a óbito. Testemunhas contaram que o agressor pode ter usado ferramentas de trabalho, como pá e enxadão, para cometer a agressão”, publicou Bruno Lima.
O homem foi preso em flagrante, levado à delegacia e posteriormente solto após audiência de custódia.
Abalada com o desfecho, Priscila lamentou a morte do filhote e reforçou a importância das denúncias. “Tem cadeia pra maus-tratos, e eu não vou parar enquanto houver inocentes sofrendo calados”, afirmou em uma das publicações.
Foto: Reprodução/@pri.adabo.protetora