Caso de raiva em gato em Campinas acende um alerta: a vacinação continua sendo essencial
Caro leitor, nesta semana, a confirmação de um caso de raiva em um gato em Campinas, o primeiro registrado na cidade em cerca de dez anos, chamou a atenção de médicos-veterinários e autoridades de saúde. Embora a doença seja rara graças às campanhas de vacinação, esse episódio reforça que o vírus continua circulando na natureza, principalmente entre morcegos, e que a prevenção nunca deve ser negligenciada.
A raiva é uma doença viral que acomete o sistema nervoso de mamíferos, incluindo cães, gatos e seres humanos. Depois que os sinais clínicos aparecem, ela é praticamente sempre fatal. A transmissão ocorre principalmente por mordidas, arranhões ou contato da saliva de animais infectados com feridas ou mucosas. Atualmente, nas áreas urbanas, os morcegos representam a principal fonte de manutenção do vírus, podendo transmitir a infecção para cães e gatos que tenham contato com eles.
Muitas pessoas acreditam que gatos que vivem exclusivamente dentro de casa não precisam ser vacinados. No entanto, basta um morcego entrar pela janela, varanda ou quintal para que exista risco de exposição. O mesmo vale para cães que frequentam parques, sítios ou áreas onde há circulação de animais silvestres. A vacinação anual continua sendo a forma mais eficaz e segura de proteger o pet e também toda a família.
Caro leitor, fique atento a sinais como mudanças bruscas de comportamento, agressividade incomum, dificuldade para engolir, excesso de salivação, incoordenação motora, paralisias e alterações neurológicas. Embora esses sinais possam estar relacionados a diversas doenças, toda suspeita de raiva deve ser considerada uma emergência veterinária e também de saúde pública. Nunca manipule um animal com suspeita sem orientação profissional.
A boa notícia é que a raiva é uma doença totalmente prevenível. Manter a vacinação em dia, evitar o contato dos pets com morcegos e outros animais silvestres e procurar atendimento imediato diante de qualquer suspeita são medidas que salvam vidas. O caso recente de Campinas serve como um importante lembrete de que doenças consideradas raras podem voltar a aparecer quando a prevenção é deixada de lado.
No Clube Buddy, acreditamos que prevenir sempre será mais seguro do que remediar. Se você não se lembra da última vacina antirrábica do seu pet ou tem dúvidas sobre o protocolo ideal, converse com seu médico-veterinário. Um gesto simples, que leva apenas alguns minutos, pode proteger o seu melhor amigo contra uma das doenças mais graves da medicina veterinária e da saúde pública.

Dra Cinthia Murias
Médica Veterinária CRMV 27.622/SP
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