Literatura Acessível começa nesta quinta-feira em Mogi Guaçu com histórias e formação de educadores
Após passar por Lorena, caravana do Instituto Incluir promove atividades na APAE e na EMEF Antônio Giovani Lanzi
O projeto Literatura Acessível, do Instituto Incluir, começa nesta quinta-feira (8) suas atividades em Mogi Guaçu, com uma programação de contação de histórias e formação de educadores. A iniciativa, reconhecida pela UNESCO com o Prêmio Confúcio de Alfabetização, utiliza a literatura para abordar inclusão, acessibilidade e respeito à diversidade entre crianças e educadores.
A programação começa na sede da APAE de Mogi Guaçu, com contações de histórias às 10h e às 14h, seguidas de formação de educadores às 18h. Na sexta-feira (9), as atividades continuam na EMEF Antônio Giovani Lanzi, às 10h. Antes de chegar ao município, o projeto passou por Lorena, também no interior paulista.
Em São Paulo, as atividades são conduzidas pela atriz e comunicadora Bia Mussi, que participa das contações de histórias e da formação dos professores. Os estudantes recebem exemplares da coleção Literatura Acessível, que também pode ser utilizada pelos educadores em suas práticas pedagógicas.
A proposta é aproximar crianças e professores de histórias que apresentam a diversidade humana de forma natural, estimulando o reconhecimento das diferenças e ampliando o uso da literatura como ferramenta de inclusão dentro e fora da escola.
“Cada vez que chegamos a uma nova cidade, ampliamos a possibilidade de que uma história ajude uma criança a reconhecer a si mesma ou a enxergar o outro de uma maneira diferente. A formação dos educadores é fundamental porque queremos que esse trabalho continue depois da nossa passagem”, afirma Carina Alves, fundadora e presidente de honra do Instituto Incluir.
A caravana pelo interior de São Paulo é patrocinada pela TAG – Transportadora Associada de Gás e pela MAHLE Metal Leve S.A., por meio da Lei Rouanet.
De Alagoas a São Paulo
A etapa paulista acontece após uma caravana de duas semanas por Alagoas. Entre 14 e 25/09, o Literatura Acessível percorreu oito municípios alagoanos: São Luís do Quitunde, Rio Largo, Marechal Deodoro, São Miguel dos Campos, Teotônio Vilela, Penedo, Pilar e Maceió. A programação alcançou cerca de 4 mil estudantes das redes municipais e educadores, com contação de histórias, distribuição de livros e formação de professores.
“Vivenciamos situações que nos tocaram muito. Desde a criança que já lia na biblioteca da escola, mas nunca havia recebido um livro de presente para levar para casa, até o estudante que se sentiu representado por nossas histórias protagonizadas por personagens com deficiência, passando pelos professores que, pela primeira vez, tiveram acesso a uma formação desse tipo. O nosso grande objetivo é levar o Literatura Acessível a mais e mais lugares em diferentes regiões do país”, afirma Carina.
Literatura que amplia possibilidades
Criado em 2014 a partir da inquietação de Carina Alves sobre como transformar histórias de vida em ferramentas de educação, o Literatura Acessível desenvolve livros voltados ao público infantojuvenil, com narrativas que abordam inclusão, acessibilidade, empoderamento feminino, educação e respeito à diversidade.
A iniciativa recebeu o Prêmio Confúcio de Alfabetização, concedido pela UNESCO, e oferece livros em diferentes formatos acessíveis, incluindo Libras, Braille, pictogramas, audiolivro e audiodescrição, ampliando as possibilidades de leitura e participação.
A coleção reúne títulos como A Menina Potiguara, O Menino que Escrevia com os Pés, A Princesa que Tinha um Cromossomo a Mais e O Melhor Amigo da Bengala. As narrativas apresentam personagens com diferentes características e experiências, estimulando o protagonismo, a empatia e o reconhecimento da diversidade.
Sobre o Instituto Incluir
O Instituto Incluir é uma organização da sociedade civil dedicada a ampliar a inclusão e o acesso a direitos no Brasil. Criado pela empreendedora social e psicóloga Carina Alves, desenvolve projetos e formações em parceria com escolas, comunidades, empresas e poder público, tendo a educação como eixo estruturante. Entre suas iniciativas estão os programas EsportivaMENTE, Pulsar, Empodera, Incluir nas Comunidades, Brasil Diversidade e Literatura Acessível, este último reconhecido internacionalmente pela UNESCO e pelo governo da China com o Prêmio Confúcio de Alfabetização.
