Ester Pezotti representa São Paulo na final nacional do Miss Brasil Café 2027
Moradora de Santo Antônio do Jardim e filha de produtores de café, candidata paulista disputa a grande final no dia 26 de setembro, em Varginha, e leva ao concurso uma história marcada por família, empreendedorismo e ligação com o campo
Santo Antônio do Jardim estará representada em uma competição nacional que une beleza, cultura, tradição e valorização de uma das principais atividades do agronegócio brasileiro. Ester Pezotti é a representante do Estado de São Paulo entre as finalistas do Miss Brasil Café 2027, cuja grande final será realizada no dia 26 de setembro, em Varginha, Minas Gerais.
Em entrevista ao Jornal O Regional, Ester contou que a oportunidade de participar do concurso surgiu após conhecer as inscrições pelas redes sociais e também receber um convite do próprio perfil oficial da competição.
“A partir daí, conheci melhor o projeto e percebi que poderia viver uma experiência muito significativa, principalmente por toda a minha ligação com o café”, contou.
Segundo Ester, estar entre as finalistas e representar São Paulo tem um significado especial. Moradora de Santo Antônio do Jardim, município do interior paulista com forte ligação com a produção cafeeira, ela vê a participação como uma oportunidade de levar para o cenário nacional não apenas seu nome, mas também a história de produtores e famílias que vivem da atividade.
“Poder levar o nome de Santo Antônio do Jardim para uma competição nacional é uma responsabilidade que recebo com muito carinho, porque sei que não estou representando somente a mim. Levo comigo a minha cidade, os produtores, as famílias que vivem da cafeicultura e todas as pessoas que fazem parte dessa história”, afirmou.
Ligação com o café vem de família
A relação de Ester com a cafeicultura começou ainda na infância. Seus pais são produtores de café e ela cresceu acompanhando a rotina da propriedade, o trabalho na lavoura e as diferentes etapas necessárias até que o produto chegue à mesa do consumidor.
A história da família com a cafeicultura começou em 1992, quando seus pais se casaram e passaram a construir juntos uma trajetória no setor. Com o passar dos anos, os filhos também se aproximaram da atividade.
Hoje, Ester e a irmã dão continuidade a esse caminho por meio de uma marca própria de café. As duas participam da frente empreendedora do negócio e mantêm contato direto com a produção.
“Para mim, o café não é apenas um produto. Existe uma história, existe trabalho, existe família e existe muito amor envolvido em cada etapa”, destacou.
Para Ester, a palavra que melhor traduz sua relação com a cafeicultura é família. Na sequência, segundo ela, aparecem valores como orgulho, trabalho, tradição e campo.
Empreendedorismo dentro e fora da lavoura
Além da ligação com a produção cafeeira, Ester é formada em Design de Interiores e também atua como empreendedora. Ao lado da irmã, mantém um escritório voltado às áreas de arquitetura e interiores e participa da gestão da marca de café da família.
Essa combinação entre diferentes atividades é justamente um dos pontos que Ester considera como diferencial de sua participação no concurso.
“Acredito que representar São Paulo é mostrar um pouco dessa mistura: tradição e empreendedorismo, campo e cidade, raízes e novos sonhos”, afirmou.
Ela destaca ainda que deseja ser conhecida além da faixa de candidata ao título.
“Mais do que conhecer a Miss, gostaria que as pessoas conhecessem a mulher por trás dela: uma mulher que valoriza suas raízes, acredita no seu potencial, gosta de construir novos caminhos e entende que cada conquista é resultado de muito trabalho, dedicação e persistência”, disse.
Mulheres ganham espaço na cafeicultura
Outro tema defendido pela representante paulista é o fortalecimento da participação feminina em diferentes áreas da cafeicultura.
Para Ester, a presença das mulheres não deve ser vista apenas como apoio às atividades desenvolvidas no campo. Elas podem ocupar posições na produção, gestão, comercialização, empreendedorismo e inovação.
“Acredito que o papel da mulher na cafeicultura vai muito além de simplesmente ajudar. Nós podemos estar na lavoura, na gestão, no empreendedorismo, na comercialização, na inovação e em tantas outras etapas da cadeia do café”, destacou.
Segundo ela, o crescimento da participação feminina contribui também para trazer diferentes perspectivas ao setor.
“Fico muito feliz em ver que cada vez mais mulheres estão ocupando esses espaços e sendo reconhecidas pelo seu trabalho. Aos poucos, aquela visão de que a cafeicultura pertence somente aos homens está ficando para trás”, afirmou.
Título pode ampliar projeto de valorização das mulheres
Caso conquiste o Miss Brasil Café 2027, Ester pretende utilizar o período de representação para promover conexões com outras mulheres e levar sua experiência a diferentes regiões.
Entre as propostas está a realização de encontros e rodas de conversa abordando temas como café, empreendedorismo, trabalho, família, sonhos, desafios e oportunidades.
“Quero principalmente ouvir essas mulheres, conhecer suas histórias e mostrar que cada uma delas tem um potencial enorme para construir e transformar a própria realidade. Para mim, representar o café também seria representar as pessoas que estão por trás dele”, explicou.
Na reta final da preparação para o concurso, Ester deixa uma mensagem especialmente às mulheres que atuam no campo.
“Reconheçam a força que existe em vocês. Não pensem que o trabalho de vocês é pequeno ou que vocês estão apenas ajudando. Vocês fazem parte dessa história e são fundamentais para o futuro da cafeicultura.”
A representante paulista também ressalta a importância da persistência e da valorização das origens.
“Por trás de cada café existe uma história de dedicação, muitas vezes construída por gerações. Que nunca percamos o orgulho das nossas raízes e a coragem de continuar construindo o futuro”, concluiu.
A grande final do Miss Brasil Café 2027 será realizada no sábado, 26 de setembro, em Varginha, Minas Gerais. A competição busca valorizar a cultura cafeeira e as histórias das representantes de diferentes regiões produtoras do país.