Mercadão de Campinas sofre com alagamentos menos de um mês após reinauguração
Prefeitura promete ajustes e afirma que obra, de R$ 8,5 milhões, está na garantia; problemas incluem lanternim, calhas e drenagem
Menos de um mês após a reinauguração, o Mercado Municipal de Campinas (SP) voltou a ser destaque — desta vez, por problemas estruturais. O prédio histórico, reaberto oficialmente no dia 1º de setembro após dois anos de reforma, enfrentou alagamentos causados pelas fortes chuvas que atingiram a cidade na tarde de segunda-feira (22). A água entrou pelo lanternim e por outros pontos da cobertura.
As obras, que custaram R$ 8,5 milhões, sofreram diversos atrasos desde o início da reforma, em julho de 2023. O projeto inicial havia sido homologado em abril de 2023, com entrega prevista para 12 meses. No entanto, a reforma se estendeu até julho de 2025 e foi entregue parcialmente no início de setembro. Ao longo da obra, comerciantes relataram impactos nas vendas, calor excessivo e falta de estrutura.
Segundo a Prefeitura, a obra está na garantia contratual e ajustes estão sendo realizados. Os principais pontos em andamento incluem:
Lanternim: As novas peças chegaram no fim de semana e devem ser instaladas nos próximos dias;
Telhado e calhas: Um problema nas calhas foi identificado e está em correção. O telhado passa por revisão completa para localizar infiltrações;
Entorno do Mercado: A parte externa também segue em obras, com retirada de tendas, finalização do estacionamento e revisão das galerias de águas pluviais.
Para minimizar os alagamentos na região, a administração municipal iniciou a construção de um novo piscinão na Praça da Ópera, com capacidade para armazenar até 80 milhões de litros de água da chuva.
Apesar dos transtornos, o Mercadão funcionou normalmente nesta terça-feira (23), mantendo o atendimento aos consumidores.
Fonte: G1 Campinas e Região
Foto Reprodução EPTV