Tênis ou frescobol?

Uma reflexão sobre trabalho, colaboração e propósito

Ontem, ao assistir à palestra de Cláudio Luvizzotti sobre vendas na empresa, fui provocado por uma reflexão que ultrapassa metas, números e resultados. Ele falou sobre a diferença entre ser apenas um funcionário e, de fato, um colaborador. E foi aí que uma imagem antiga me veio à memória.

Dois esportes.

Dois jogadores.

Uma quadra e uma bola.

À primeira vista, tênis e frescobol são muito parecidos. Mas seus objetivos são completamente diferentes.

No tênis, o jogo é competição. Cada jogador se esforça para lançar a bola no ponto mais difícil possível para o outro. O objetivo é vencer, fazer o outro errar, sair da quadra com o placar a seu favor.

No frescobol, acontece o oposto. Não há vencedores nem perdedores. O objetivo é manter a bola no ar o maior tempo possível, sempre lançando-a de forma que o parceiro consiga recebê-la e devolvê-la. O sucesso de um depende diretamente do sucesso do outro.

E então vem a pergunta inevitável:

No seu trabalho, você está jogando tênis ou frescobol?

Você é aquele profissional excessivamente competitivo, que não se importa se o outro vai conseguir acompanhar, aprender ou crescer — desde que você vença?

Ou é alguém que entende que colaborar é ajudar o outro a devolver a bola, a melhorar, a alcançar metas e a cumprir tarefas para que todos avancem juntos?

Empresas não crescem sustentadas apenas por vitórias individuais. Crescem quando existe cooperação, confiança e generosidade no jogo diário das relações humanas.

Jogar frescobol no ambiente de trabalho não é sinal de fraqueza. Pelo contrário. É sinal de maturidade, liderança e visão de longo prazo. Quem joga assim deixa marcas leves, constrói vínculos verdadeiros e inspira pessoas a acreditarem no caminho.

E, curiosamente, quando todos jogam frescobol, os resultados aparecem — não apenas nos números, mas na qualidade das relações e na prosperidade da própria vida.

Fica a reflexão.

 

Boa semana.