Embrapa lança batata-doce e hortaliças PANC na Hortitec 2026

Foto: Paulo Lanzetta

Novas cultivares de batata-doce e de hortaliças PANC estão entre os lançamentos da Embrapa na 31ª Hortitec – Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas, que acontece de 17 a 19 de junho, no Parque da Expoflora, em Holambra, SP.

A batata-doce biofortificada BRS BC179 Prenda destaca-se pelo alto teor de carotenoides e por sua alta produtividade, podendo atingir até 50 toneladas por hectare em lavouras bem conduzidas, com mais de dois quilos por planta. A cultivar também apresenta um formato elíptico, de tamanho médio, casca rosada intensa e polpa amarelada, características que a tornam atrativa para o consumidor.

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As plantas são compactas, com ramas curtas e eretas, o que facilita o manejo da colheita. O ciclo de cultivo varia de 120 a 140 dias e o armazenamento pós-colheita permite manter a qualidade das batatas por até três meses em temperatura ambiente. Também serão apresentadas no evento as cultivares de batata-doce Beauregard, CIP BRS Nuti e BRS Cotinga.

Novas PANC: bertalha e caruru

Entre as hortaliças do grupo de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC), os lançamentos ficam por conta das cultivares de bertalha BRS Tereverde e do caruru BRS Ilekalu, que são boas oportunidades de mercado para cultivos de pequena escala, sejam agricultores familiares ou agricultores urbanos, para consumo como hortaliça folhosa.

A bertalha BRS Tereverde apresenta produtividade e aspecto visual superior às cultivares atualmente disponíveis no mercado. É uma hortaliça de fácil cultivo, com ampla adaptabilidade e rusticidade, destacadamente em regiões de clima quente e chuvoso. Ela é uma planta com reconhecido potencial nutricional e paladar diferenciado, sendo bastante versátil na culinária.

Já o caruru BRS Ilekalu foi selecionado entre os acessos da coleção de germoplasma de Hortaliças Não Convencionais em ensaios realizados na Embrapa. Considerado um alimento tradicional no passado, o caruru acabou caindo em desuso nas últimas décadas, e hoje é tido como uma planta invasora nas lavouras e quintais.

Porém, variedades selecionadas podem reduzir essa possibilidade de se tornar infestante e facilitar o manejo. Há uma revalorização do caruru pelo seu potencial culinário, na forma refogada, e nutricional, com até 34% de proteína. Na lavoura, é resiliente e adaptável a diversos tipos de solo e clima.

Tecnologias e conhecimento

O público que visitar o estande da Embrapa na Hortitec 2026 também poderá conhecer o portfólio de cultivares de hortaliças e frutas da empresa, bem como aplicativos, bioinsumos, cursos online e hubs disponíveis na plataforma Ater+ Digital.
Cultivares de batata para consumo fresco e processado

As cultivares de batata BRS Braschips, BRS Potira e BRS Gaia demonstram a versatilidade da pesquisa da Embrapa para atender a diferentes demandas do mercado. A BRS Braschips é ideal para a indústria de processamento, especialmente para a produção de chips e batata palha. A BRS Potira é adequada para fritura e indústria, enquanto a BRS Gaia é voltada para o autoconsumo, com boa adaptabilidade e produtividade, indicada para a agricultura familiar.

Cultivar de morango BRS DC25 Fênix

O morango BRS DC25 Fênix destaca-se pela precocidade no início da produção, permitindo um intervalo menor entre o plantio e a colheita e uma janela de produção estendida. É uma cultivar 100% nacional, que contribui para a nacionalização da produção de mudas e oferece frutos de excelente qualidade.

Cultivares de amora, pêssego e nectarina

Para pequenas frutas, serão destaques as amoreiras-pretas BRS Cainguá e BRS Karajá. A BRS Karajá é uma cultivar sem espinhos, o que facilita o manejo e a colheita, e se adapta bem às condições do Sul do Brasil. Ambas oferecem frutos de sabor doce e são ideais tanto para consumo fresco quanto para processamento.

No segmento de frutas de caroço, estarão presentes a nectarina BRS Carina e o pessegueiro de mesa BRS Sarau. A BRS Sarau é uma cultivar de pêssego que permite colheitas após o período da safra tradicional, preenchendo uma lacuna importante no mercado. A BRS Carina, por sua vez, oferece frutos de qualidade e complementa o portfólio de nectarinas da Embrapa.

Abóbora BRS Brasileirinha

Em ano de Copa do Mundo, o verde e o amarelo ganham destaque em diferentes manifestações da cultura brasileira. Na agricultura, essas cores também estão presentes em hortaliças estudadas pela Embrapa, como a abóbora BRS Brasileirinha. Ela é uma cultivar de abóbora que se caracteriza pela coloração bicolor dos frutos. Além da aparência diferenciada, a cultivar apresenta versatilidade de uso, podendo ser consumida verde, madura, como conserva ou ainda para fins ornamentais. Entre seus atributos nutricionais, destacam-se o elevado teor de betacaroteno e a presença de luteína.

Cultivares de tomate e cebola

As cultivares de tomate BRS Zamir e de cebola BRS Belatriz representam o investimento da Embrapa no desenvolvimento de hortaliças adaptadas às necessidades da produção brasileira. O BRS Zamir destaca-se pelo alto teor de licopeno e pela resistência às principais viroses transmitidas pela mosca-branca, contribuindo para maior segurança da produção. Já a cebola BRS Belatriz é uma cultivar precoce desenvolvida para o cultivo de verão, com adaptação às condições de altas temperaturas e elevada umidade.

Cultivares de pimenta

As cultivares de pimenta da Embrapa demonstram a diversidade de soluções desenvolvidas para atender às demandas de produtores, da indústria e dos consumidores. A BRS Mari é uma pimenta dedo-de-moça picante com potencial para processamento. A BRS Moema é uma pimenta biquinho aromática, crocante, saborosa e sem ardência. Já a BRS Sarakura é uma pimenta jalapeño de polpa espessa, ideal para a produção de molhos.

Zarc Níveis de Manejo

Um cubo de realidade aumentada vai ajudar a explicar o funcionamento do Zarc Níveis de Manejo (ZarcNM), uma evolução do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). Após 30 anos auxiliando o produtor rural no planejamento da produção agrícola por meio da avaliação de riscos climáticos, a metodologia Zarc avança, incentivando também a qualificação dos sistemas produtivos pela indução de tecnologia.

Aplicativos

Por meio de totem interativo e tablet, o público do evento vai poder saber mais e explorar também a versão web do Zarc PlantioCerto, o aplicativo móvel Agritempo e a plataforma de aplicativos da Embrapa para o mercado de tecnologias em agricultura digital (AgroAPI). Vídeos vão mostrar as ações de inclusão socioprodutiva e digital em desenvolvimento em municípios brasileiros por equipes do Semear Digital – Centro de Ciência para o Desenvolvimento, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Bioinsumo Auras

Fruto da parceria Embrapa e NOOA Ciência e Tecnologia Agrícola (MG), o Auras é uma tecnologia de bioinsumo originado da Caatinga que proporciona maior segurança no ambiente de produção ao reduzir os efeitos do estresse hídrico nas plantas, possibilitando a expressão máxima do potencial das lavouras tratadas. O biofertilizante otimiza o uso da água pela planta, possibilita maior proteção do potencial produtivo e mitiga os efeitos de estresses hídricos e térmicos. A tecnologia, inspirada em plantas de regiões secas que se associam a microrganismos para tolerar o estresse hídrico, foi encontrada nas raízes do mandacaru, cacto bem conhecido no Semiárido.

Hubs da Ater+ Digital

A Plataforma Ater+ Digital reúne conteúdos de cadeias produtivas de temas transversais para facilitar o acesso a tecnologias e conhecimentos voltados à assistência técnica e extensão rural no Brasil. A solução integra quatro temas transversais: Sistemas Agrícolas Tradicionais (SAT), Sistemas Agroflorestais (SAFs), Mudanças Climáticas, Metodologias de Ater Digital. Cada um deles reúne conteúdos específicos, ferramentas e materiais técnicos voltados à adoção de práticas sustentáveis, ao planejamento produtivo e ao enfrentamento de desafios ambientais na agricultura.