Greve na Replan chega ao fim após 16 dias com acordo entre trabalhadores e empresas

Categoria aprovou reajustes salariais, benefícios e encerrou paralisação na Refinaria de Paulínia

Após 16 dias de paralisação, os trabalhadores terceirizados que atuam na Refinaria de Paulínia (Replan) aprovaram, em assembleia, a proposta apresentada durante as negociações e decidiram encerrar a greve.

O acordo prevê reajuste salarial de 7%, retroativo a 1º de maio, além de aumento de 10% no vale-alimentação e no café da manhã, também com pagamento retroativo.

Entre os demais pontos aprovados estão o reajuste de 7,14% na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), aumento de 6,5% na cesta natalina e o abono de 50% dos dias parados, sendo a outra metade compensada posteriormente.

A paralisação, iniciada em meados de junho, foi marcada por sucessivos impasses nas negociações entre trabalhadores e empresas prestadoras de serviços da refinaria.

Durante o movimento, o sindicato também denunciou episódios de violência registrados na última semana da greve. Segundo a entidade, trabalhadores teriam sido agredidos, veículos foram danificados e houve relatos de ameaças envolvendo homens encapuzados e armados. As denúncias deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.

Ao anunciar o fim da greve, a direção sindical avaliou que o acordo representa um avanço nas reivindicações apresentadas pela categoria durante o dissídio coletivo de 2026.

Com a aprovação da proposta, os trabalhadores retomam as atividades na Refinaria de Paulínia, encerrando oficialmente o movimento grevista após mais de duas semanas de paralisação.