Pela primeira vez desde 2018, Estados Unidos aumentam taxa de juros

De acordo com o empresário Leandro Sobrinho, a decisão foi tomada com o intuito de controlar o crescimento da inflação no país

No dia 16 de março, o Federal Reserve (FED – Banco Central dos Estados Unidos) aumentou as taxas de juros do país em 0,25%, chegando a 0,50%. Essa é a primeira alta desde 2018, sendo que a expectativa é de mais seis revisões da taxa básica dos juros americanos até o fim de 2022.

Para o empreendedor brasileiro Leandro Otávio Sobrinho, a decisão foi assertiva porque visa controlar a inflação no país. “O aumento na inflação, em setores como da construção civil, transporte e mercado imobiliário nos Estados Unidos, está acima da média, obviamente que reflexos da injeção de capital e incentivos do Governo Americano feitos durante a pandemia.”, relata.

Leandro acredita que o aumento do juros americano não vai atingir os brasileiros que já investem ou desejam começar a investir nos EUA. “O brasileiro que quer dolarizar parte do patrimônio não será afetado por essa decisão imediatamente, mas é necessário ter atenção aos movimentos do Banco Central Americano que já sinalizou pelo menos mais seis aumentos nas taxas de juros durante o ano de 2022”, pontua.

Com futuros aumentos já anunciados, Leandro diz que os investimentos nos EUA ainda são uma alternativa viável por se tratar da economia mais forte no mundo. “Aqueles que ficam esperando o momento certo atrasam o seu próprio planejamento, até porque este cenário não existe.  O mais prudente é o câmbio médio, ou seja, diversas remessas em momentos diferentes. Quem sabe o que vai ser da economia mundial nos próximos meses? Sempre gosto de mencionar a quem pretende dolarizar parte do patrimônio que não fique preso ao pensamento de que o ganho está no câmbio, pois esse tem variações difíceis de mensurar, a estratégia está na diversificação”, destaca Sobrinho.

O segundo passo vem aonde investir o patrimônio dolarizado, mercado de renda variável, fixa, imóveis, fundos de investimentos? “Aí fica a critério e perfil de cada investidor.  Mas vale lembrar que nem todo mundo está preparado para iniciar esse processo sozinho, portanto, o ideal é procurar ajuda de especialistas para criar uma estratégia e não, simplesmente, se aventurar no mercado”, alerta.

Outro ponto a refletir é que, historicamente, com o aumento da taxa de juros Americana o interesse por investimentos em países emergentes diminua, mesmo em uma situação em que as commodities brasileiras estejam em alta, ou seja, a tendencia de o Dólar voltar a subir é grande.

Mesmo com os aumentos previstos nos juros e a oscilação do dólar, o mercado imobiliário americano segue aquecido e repleto de oportunidades para investidores. “A economia mundial ainda sente os reflexos da pandemia e muitos fatores devem ser ajustados, como a própria inflação que está subindo acima da média em diversos países. No entanto, o mercado imobiliário nos Estados Unidos continua com perspectivas de alta demanda, principalmente na Flórida, que conta com buscas por residências tanto por americanos, quanto por imigrantes. É possível ver que, mesmo com o aumento na taxa de juros, o setor segue com previsões positivas para o futuro”, finaliza o investidor.

Sobre Leandro Sobrinho

Empreendedor serial no Brasil desde os 22 anos, Leandro Otávio Sobrinho graduou-se em Direito, mas foi empreendendo que se encontrou profissionalmente. Foi proprietário de restaurante, franquias no segmento de moda, escola profissionalizante e investidor imobiliário.

Hoje, morando nos EUA, Leandro conseguiu adaptar seu modelo de gestão em diferentes segmentos a uma empresa de investimentos e incorporadora de imóveis. Atuando na Flórida com foco no público local americano e residentes.

  

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