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PMs vão ajudar no combate ao Aedes Aegypti

As secretarias estaduais da Segurança Pública e da Saúde assinarão em breve um convênio para a criação de mais 1.000 vagas por dia para a Diária Especial por Jornada Extraordinária de Trabalho Policial Militar (Dejem), com o objetivo de reforçar o apoio de policiais aos agentes de saúde de todo o Estado de São Paulo, especialmente no combate ao mosquito Aedes Aegypti.

Mais médicos do Hospital da Polícia Militar estarão à disposição do Estado para combater o mosquito

Mais médicos do Hospital da Polícia Militar estarão à disposição do Estado para combater o mosquito

Dessa forma, mais médicos do Hospital da Polícia Militar estarão à disposição do Estado para combater o mosquito, que é transmissor da dengue, da febre chikungunya e do zika vírus. A medida, anunciada na última segunda-feira, 7, faz parte do Plano Estadual de Combate às Arboviroses, coordenado pela Secretaria de Estado da Saúde em parceria com outras 11 pastas, entre elas, a SSP.

Além da PM, a Defesa Civil também se unirá aos agentes da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), para que juntos ampliem o número de vistorias de locais com possíveis criadouros do Aedes Aegypti, orientando moradores quanto à prevenção e removendo possíveis larvas do mosquito.

DIÁRIA ESPECIAL
Na Dejem, cada PM pode trabalhar até oito horas por dia (fora da jornada normal), por até 10 dias no mês, para que o serviço extraordinário não prejudique o descanso. A remuneração atual é de R$ 204 para oficiais e de R$ 170 para soldados, se cumpridas as oito horas de trabalho.

A Diária Especial foi criada pelo governador Geraldo Alckmin em dezembro de 2013 e conta hoje com 3.273 vagas para todo o Estado. Além do policiamento especial em auxílio à Secretaria da Saúde, as ações da Polícia Militar em regime especial, a Dejem, também contemplam o patrulhamento de fóruns e unidades da Fundação Casa, além de atendimento no 190.

CASOS DE MICROCEFALIA
Pelo menos 18 casos de microcefalia com suspeita de relação com o zika vírus são investigados em cidades paulistas. Dez foram registrados em Campinas, quatro na capital e o restante na Grande São Paulo e no interior. Embora a Secretaria Estadual da Saúde não divulgue quantos casos de microcefalia estão sendo investigados por suspeita de ligação com o zika, cinco prefeituras paulistas já analisam registros do tipo.

Na capital, além dos dois casos já divulgados na semana retrasada, de gestantes vindas de Pernambuco e da Paraíba, mais dois entraram em análise. Em um deles, a grávida veio do Rio Grande do Norte e, após receber diagnóstico de suspeita de microcefalia, passou por avaliação na Santa Casa e no Hospital São Paulo, onde colheu sangue fetal e líquido amniótico, que foram encaminhados para o Instituto Adolfo Lutz.

O outro caso é de uma moradora de Santos, que foi informada sobre a má-formação em setembro e veio a São Paulo para avaliação no Hospital das Clínicas. O bebê nasceu no início de novembro e segue em acompanhamento na unidade. Em três dos quatro casos, as mulheres apresentaram sintomas de zika no início da gestação.

Duas suspeitas são investigadas em Santo André, no ABC paulista. O primeiro bebê nasceu no dia 17 de novembro. A mãe passou o início da gravidez no Piauí e, no primeiro trimestre da gestação, apresentou febre e manchas pelo corpo. O segundo caso é de uma moradora de Itapeva, no interior, que deu à luz em 28 de novembro em uma maternidade da cidade do ABC. O material colhido das duas crianças também foi enviado ao Adolfo Lutz, que ainda não liberou os resultados.

Há ainda um caso suspeito em Guarulhos, outro em Olímpia, no interior, e dez em Campinas. Destes, sete são de mulheres que vivem na própria cidade e outros três são de moradoras de Sumaré, cidade vizinha que registrou caso autóctone (transmissão interna) de zika no primeiro semestre.

  

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