Ação social do CREAS Jaguariúna constata redução de moradores de rua na cidade

Assistentes Sociais realizam ronda para identificação de moradores de rua e locais de pernoite a fim de oferecer acolhimento

Assistentes Sociais do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) de Jaguariúna realizaram na noite de quarta-feira, 26, uma ação que acontece periodicamente todos os anos e é intensificada nos períodos de inverno: a ronda para identificação dos locais de pernoite dos moradores em situação de rua e abordagem, buscando oferecer o acolhimento disponível pela Prefeitura, além de ajuda para que voltem à normalidade do convívio em família.

O balanço apresentado a partir da ação mostra que até o ano passado havia oito pessoas em situação de rua na cidade, enquanto que em 2019 foram identificadas apenas duas. As demais, que eventualmente pernoitam nas ruas, são dependentes químicos, ou seja, possuem família e costumam permanecer nas ruas para fazer uso de drogas à noite, retornando às suas moradias no amanhecer e recusando-se a receber internação e tratamento contra o vício.

De acordo com a assistente social Rita Zapella, foram encontrados dois moradores já cadastrados e acompanhados pelo CREAS, mas ambos recusam qualquer tipo de ajuda. Segundo ela, a ação possibilitou constatar a diminuição de usuários nessa condição. “Acreditamos que isso é fruto do trabalho continuo do CREAS, que faz um acompanhamento sistemático através das políticas socioassistenciais do município”, diz.

Esse acompanhamento, conforme a assistente social, inclui acolhimento e orientação no CREAS para obtenção de documentos, contato com os familiares e facilitação do retorno à cidade de origem, principalmente quando a situação de rua é considerada provisória. Nesses casos, os moradores de rua são denominados ‘trecheiros’.

Baseadas nas experiências acumuladas com esse trabalho de abordagem, as assistentes sociais do CREAS Jaguariúna inspecionaram as regiões mais conhecidas e utilizadas para pernoite pelos moradores de rua. Entre elas estão as imediações do Terminal Rodoviário, várias marquises de comércio na região central, que oferecem condições mínimas de abrigo contra frio e chuva, praças públicas e pontos turísticos.

“É importante ressaltar que o sucesso da ação junto aos moradores em situação de rua depende da aceitação por parte deles em relação aos atendimentos oferecidos. São cidadãos protegidos por direitos constitucionais e, portanto, com direito de ir e vir. Diante disso, a Assistência Social, por meio do trabalho realizado pelo CREAS, busca desenvolver o acolhimento visando a melhoria da qualidade de vida e a superação da situação de vulnerabilidade apresentada”, explica Rita.

A maioria dos casos que chegam ao CREAS envolve os trecheiros, que normalmente acabam sendo encaminhados para a cidade de onde vieram. “Esse encaminhamento tanto pode ser para cidades próximas como para outros estados, desde que seja possível identificar laços com parentes que os recebam, para justificarmos essa ação”, finaliza.

 


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