Candidatos a prefeito de Mogi Guaçu declaram possuir bens no total superior a R$ 4 milhões

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta semana a lista de bens declarados pelos quatro candidatos a prefeitura de Mogi Guaçu e de seus vices. Somados os bens das quatro chapas que concorrem ao Executivo municipal o valor alcançou a cifra de R$ 6.842.358,85. Os candidatos a prefeito declararam um total de R$ 4.950.408,00 e os candidatos a vice o valor foi de R$ 1.891.950,24.

Na relação dos prefeituráveis o que declarou possuir os bens mais valiosos foi o vereador Alexandro de Araújo, o Alex Tailândia (PRB). O candidato do PRB declarou ter um total de R$ 3.421.440,14, superando em 55% a soma dos bens declarados pelos outros três candidatos a prefeito.

O bem mais caro que Tailândia diz possuir é um prédio comercial localizado no Guaçu Mirim, cujo valor estipulado é de R$ 2.271.018,00. Declarou também possuir um Fiat Palio Wekk no valor de R$ 40 mil, terrenos que somados tem o valor de R$ 106 mil, além de 90% do capital social de uma empresa no valor de R$ 18 mil. O candidato declarou possuir também uma poupança no Banco do Brasil com R$ 5,65.

Na segunda posição aparece o empresário e ex-secretário de Educação Marcos Antonio (PSD), que declarou possuir um patrimônio de R$ 618.617,57. Declarados ao TSE existem dois terrenos que somados tem o valor de R$ 179 mil, 99% de participação no Colégio Integrado São Francisco no valor de R$ 49,5 mil, além de um veículo GM Cruze no valor de R$ 65 mil. O bem mais caro declarado pelo candidato é um apartamento no Guarujá no valor de R$ 257 mil.

O terceiro candidato que aparece nas declarações de bens é o atual prefeito Walter Caveanha (PTB), que declarou possuir R$ 587.350,90 em bens. O candidato do PRB declarou possuir terrenos que somados valem R$ 83 mil, dois imóveis residenciais em Mogi Guaçu no valor de R$ 107 mil, possui também um Honda Civic avaliado em R$ 75 mil, além de um título do Cerâmica Clube de R$ 971.

O último candidato a figurar na lista de declaração de bens é o professor André Luiz de Oliveira (PSOL), que declarou possuir um patrimônio de R$ 323 mil. Sendo duas casas que somam o valor de R$ 300 mil e um automóvel Citroen C3 no valor de R$ 23 mil.

Entre os candidatos a vice-prefeitos André Bueno (PP), vice na chapa do Marcos Antonio, declarou possuir um patrimônio de R$ 1.466.484,59. O segundo candidato a vice que mais possui bens é o do Walter Caveanha, o vereador Daniel Rossi (PR), que declarou possuir R$ 194.754, 54.

Em terceiro na lista dos vices aparece a professora Sueli Barzon (PSOL), vice na chapa do professor André Luiz, com total declarado de bens no valor de R$ 142.990,00. O pastor Jean Oliveira (DEM), vice na chapa de Alex Tailândia, aparece em último na listagem dos vices com bens avaliados em R$ 87.721,11.

A declaração é obrigatória para quem disputa a eleição. A Justiça Eleitoral alerta que eventuais fraudes podem levar a processo de impugnação da candidatura. Nesta etapa do calendário eleitoral, as candidaturas aguardam julgamento e podem, inclusive, ser impugnadas em até cinco dias contados a partir da publicação das candidaturas, que se encerrou nesta quinta-feira, dia 18 de agosto.

A nova legislação eleitoral proíbe doações de empresas e limita a de pessoas físicas a 10% dos rendimentos declarados no ano anterior ao pleito. Mas não há um limite para o financiamento de campanha pelo próprio candidato.

Teto para a campanha
Os candidatos a prefeito do município Mogi Guaçu para as eleições deste ano poderão ter o limite de gastos até R$ R$ 473.506,63. Esse valor foi estipulado através da Reforma Eleitoral de 2015 (Lei nº 13.165), e divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para o cargo de vereador o limite de gastos é de R$ 36.933,94.

Regras na TV
A partir do próximo dia 26, começa a propaganda eleitoral no rádio e na televisão. Diferentemente de eleições anteriores, quando os partidos dividiam blocos de 30 minutos, agora, serão apenas 10 minutos. Outra mudança é que aumenta o número de aparições diárias de 30 segundos, ao longo da programação comercial.

  

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