Centro de Cultura e Eventos volta a sedia Feira de Artesanato nesse sábado, dia 9

O Centro de Cultura e Eventos sedia nesse sábado, dia 11 de junho, a partir das 10h, a 3ª edição da Feira de Artesanato de Holambra. O evento, que reúne dezenas de artesãos da cidade, busca criar um ambiente propício para a inserção do artesanato no comércio – sobretudo para visitantes que escolhem o município para fazer turismo aos finais de semana.

A diretora municipal de Turismo, Alessandra Caratti, explica que é muito importante dar espaço aos artesãos no mercado uma vez que esse setor ajuda a estimular a economia e difundir a cultura local. Ao longo do último mês, duas edições da Feira já foram realizadas.

“O resultado tem sido bastante positivo até aqui. Nós abrimos a feira para todos os artesãos. Este é o espaço que eles têm para apresentar suas peças de confecção própria para turistas e moradores de Holambra”, explica. “A única condição que propomos é que sejam apenas produtos fruto de artesanato. Nada industrial entra na feira”.

Alessandra ressalta que o evento terá um diferencial em relação às demais feiras organizadas na região. “Nós teremos workshops dos mais diversos temas voltados ao artesanato em todas as edições. Neste sábado, por exemplo, serão oferecidas aulas de fuxico dadas por uma das artesãs, a Elizete Scôndolo”, explicou. As inscrições terão custo simbólico de R$ 5,00 e poderão ser feitas no local.

A participação na Feira de Artesanato, segundo a diretora, não depende de inscrição no Núcleo de Artesãos, mas é preciso comparecer a todas as feiras para garantir espaço em épocas de maior movimento.

Alternativa ao produto feito em escala

A artesã Carolina Ferreira Kenworthy, representante do segmento de artesanato do Conselho Municipal de Turismo (COMTUR), participa da iniciativa desde sua primeira edição, realizada em maio desse ano. Ela comenta que o trabalho manual tem crescido no mercado de trabalho e o público interessado também.

“Em Holambra, a gente percebe que o artesanato é bastante valorizado. E ele, por si só, tem a facilidade de oferecer algo que o comércio industrial não consegue, um material personalizado e feito na medida de cada cliente”, defende.

A artesã Denise D’Agostini ressalta que o artesanato também pode representar uma complementação de renda familiar. “Nesta fase econômica que estamos passando no país, toda pessoa que sabe fazer um crochê ou um bordado tem a possibilidade de aumentar a renda da família, e o artesanato nos propicia essa oportunidade”.

O artesanato é uma profissão de princípio autônomo. Isso permite que o profissional tenha mais liberdade com relação aos seus horários, demandas e parcerias. A artesã e designer, Sueli Martins, que trabalha ao lado do marido, comenta que o artesanato é uma maneira personalizada de demonstrar carinho e amor.

“Eu e meu marido fizemos uma linha de produção que tem dado muito certo. Um desenha e o outro confecciona as peças. É extremamente gratificante poder trabalhar dentro de casa e em família”, disse. “Esta geração é marcada por pessoas que têm uma necessidade de comprar algo novo e personalizado. E, lógico, é uma delícia ter a oportunidade de adquirir algo novo, diferente e especial. O artesanato supre essa necessidade e se adapta a cada gosto”.

Matéria: Nathália Lima

  

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