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Chuva traz melhora na umidade do ar

Depois da semana de calor alto e umidade relativa do ar em nível desértico, as cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC) voltaram a respirar aliviadas graças às chuvas que caíram torrencialmente no final de semana e nesta terça-feira.

O volume de chuvas do mês de setembro deste ano já é o maior dos últimos 19 anos

O volume de chuvas do mês de setembro deste ano já é o maior dos últimos 19 anos

Todas as cidades da região que estavam em situação de emergência, atenção e alerta durante toda a semana, voltaram a ficar em observação, com umidade acima da casa dos 30%.

Em Campinas, o índice de umidade relativa do ar chegou a 11,7% na quinta-feira e a cidade foi colocada em estado de emergência. O mesmo aconteceu com Hortolândia, cujos índices chegaram ao mesmo nível. Nesse mesmo dia, Santo Antonio de Posse atingiu o índice de 16,5% e Holambra 14,4%. No deserto do Saara, por exemplo, a umidade varia de 10% a 15%.

Segundo previsão do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), Santo Antônio de Posse tem previsão de chuvas diárias até segunda-feira, 5/10, com máxima de 31°C e mínima de 16°C.

O volume de chuvas do mês de setembro deste ano já é o maior dos últimos 19 anos para o mês segundo dados do Centro de Pesquisas Meteorológicas Aplicadas à Agricultura (Cepagri). De acordo com a entidade ligada à Unicamp, até esta segunda-feira, 28, o volume acumulado era de 145 milímetros, o maior desde setembro de 1996, quando a precipitação foi de 146,4.

Apesar do volume atípico de chuva, o pesquisador do Cepagri Hilton Silveira explica que a precipitação ainda não é suficiente para compensar a seca histórica ocorrida no ano passado. Para o professor, este volume recorde ainda precisa se repetir por vários anos para recuperar o nível dos reservatórios de água que abastecem a região.

“Para a gente atingir um limite mínimo de segurança no nível das represas, teria que chover muito mais. Teria que chover três vezes o total que a gente teria até o fim do ano. E, mesmo assim, iria faltar água”, explica o especialista em meteorologia.

No ano passado, o mês de setembro 74,2 milímetros, um pouco mais que a metade registrada neste ano. Os menores volumes registrados na série histórica do Cepagri foram em 2007, quando a precipitação foi de 3,8 milímetros e, em 1994 quando não houve registro de chuva. Segundo o professor, esta mudança pode ser atribuída ao El Niño.

“Nós estamos no ano do El Niño, que é o aquecimento das águas do Pacífico na costa do Peru. Ele está com atividade bastante elevada. E o fenômeno causa chuva em todo Sul do Brasil e, às vezes, com reflexos no Sudeste. Então, esse excesso de chuva que ocorreu, aparentemente, é em decorrência do El Niño em atividade bastante forte”, disse.

  

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