Combate à dengue: nebulização costal é retomada na zona Norte

Mais uma ação na luta contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, em Mogi Mirim. A Prefeitura finalizou a contratação de empresa especializada para a nebulização costal, que consiste no disparo de inseticida acoplado às costas de um profissional, e responsável por evitar a transmissão eliminando o mosquito em sua fase adulta.

O serviço é realizado pela R&V Prestadora de Serviços LTDA, e teve início na última semana na zona Norte da cidade. Uma equipe da empresa aplica o inseticida em imóveis localizados no Inocoop, Jardim Paulista, Jardim Nazareth e Jardim Scomparim, mediante autorização dos próprios moradores, comunicados antes da ação.

“A nebulização costal tem o efeito de tentar neutralizar a transmissão matando o mosquito alado (fase adulta), que é o que transmite e pica. O procedimento tenta bloquear a transmissão buscando eliminar o mosquito que voa. Esse veneno não tem efeito residual, não vai matar larva, mas ajuda a conter a doença”, explicou o chefe da equipe de Vigilância Ambiental e Zoonoses, Rogério Garros.

A escolha pela zona Norte vai de encontro ao número de casos confirmados na região. Até o dia 30 de julho, a área acumulava 1.095 dos 2.303 casos positivos até então, de acordo com o boletim epidemiológico da Vigilância em Saúde.

O veneno utilizado durante a nebulização é comprado pelo Ministério da Saúde e distribuído aos estados que, posteriormente, encaminham para a Superintendência de Controle e Endemias (Sucen) antes de chegar a cada município.

Outras funções

O contrato, com duração de um ano, prevê que caso não haja a necessidade de aplicação de inseticida, os funcionários deverão ser alocados em outras atividades pertinentes ao controle da dengue, como visita aos imóveis para controle de criadouros, visitas a pontos estratégicos, imóveis especiais, buscas ativas e orientação à população.

A Busca e Controle de Criadouros (BCC) vem sendo realizada em bairros da zona Leste por agentes de controle de endemias nos últimos dias.

“O momento é propício para a busca e controle de criadouros, sem frio e chuva é a hora de eliminar os possíveis criadouros em locais que possam acumular água, como pneus, vasos e utensílios, porque diminui a transmissão. Se não fizer isso agora, quando começar a chover e esquentar, o mosquito vai eclodir. Temos que bloquear e zerar a transmissão”, reforçou Rogério.

  

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