Franco Montoro recebe quatro anos de recredenciamento institucional

A Faculdade Municipal Professor Franco Montoro (FMPFM) recebeu do Conselho de Educação do Estado de São Paulo (CEESP) mais quatro anos de recredenciamento institucional e também a convalidação dos dois últimos anos referentes aos exercícios de 2020 e 2021. O relator do processo foi o conselheiro do órgão Cláudio Mansur Salomão. Para a visita in loco à Franco Montoro, foram designados os especialistas e professores Ângelo Luiz Cortelazzo, ex-presidente do CEESP, autor de livros e membro vinculado à Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e Alfredo Luiz Jácomo vinculado à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) na cátedra de Topografia Humana.

O diretor acadêmico da Franco Montoro, Paulo Roberto Alves Pereira, explicou que desde 2020 o processo tramitava na Câmara de Educação Superior (CES) do Conselho de Educação. “Desta forma, este departamento aprecia as funções de caráter normativo, consultivo e deliberativo que regulamentam e disciplinam as ações de instituições públicas de ensino superior como USP, Unicamp e Universidade Estadual Paulista (Unesp), dentre outras, e também a Franco Montoro”, disse.

Paulo Roberto contou que o estudo é realizado com elevado rigor, no qual os especialistas apontam os principais pontos circunstanciais como, por exemplo, a abertura e contratação de membros para o corpo docente por meio de concurso público que visa um envolvimento seguro e perenizado de qualidade de ensino. “Desde 2020, o corpo docente dos cursos noturnos da Franco Montoro possui vínculo efetivo, enquanto que, em 2022 houve concurso para contratação de docentes efetivos para o curso de Medicina, cuja convocação está prevista para o segundo semestre deste ano”, comentou.

Outro ponto importante destacado pelo relatório refere-se ao perfil de titulação do corpo docente da Instituição de Ensino Superior (IES) que está com 30,60% de professores doutores, 35,50% de mestres e 33,90% de especialistas. “Isto representa quase o dobro do percentual mínimo exigido para os titulados e quase o triplo do mínimo de doutores que é de 11%. Essa é uma característica diferenciada da IES, que vai melhorar a situação do Índice Geral de Cursos (IGC) da nossa faculdade”, falou.

Entre os demais, também foram evidenciados o processo de modernização e climatização da infraestrutura física da instituição, a situação parafiscal e fiscal com previsão de prejuízos da ordem de R$ 3 milhões em 2019 e projeção deficitária para 2020. “Neste caso, os valores foram compensados a partir de subvenção da Prefeitura de Mogi Guaçu. Em 2022, a previsão é que haja ainda a subvenção, porém, com expectativas de superavit e, assim, deixaríamos de necessitar de aportes”, esclareceu.

No parecer final 190/2022, a comissão se manifestou favoravelmente ao recredenciamento institucional, porque a Franco Montoro apresentou nítidos avanços em relação ao recredenciamento anterior. “Ainda restam pontos a serem trabalhados e consolidados no processo de recuperação. Contudo, a sugestão dos especialistas, foi indicar um tempo de recredenciamento menor que o permitido, no caso, de cinco anos, como modo de garantir que haja tempo das ações em curso se mostrarem eficazes ou serem redimensionadas e os processos atualmente em andamento se consolidem”, finalizou o diretor.

 

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