O ESFORÇO QUE OS ANIMAIS FAZEM PARA SE COMUNICAR CONOSCO

É preciso entender que eles são sencientes e isso não é suposição – é verdade!

Gilberto Pinheiro

A vida é uma escola e aprendemos diariamente, desde que estudemos em fontes confiáveis. Eu sou assim e o que conheço hoje, amanhã, poderá ser modificado, tendo outra interpretação, à luz do conhecimento científico. Os estudos contínuos são a bússola que me oriento em direção ao norte do saber. Por isso, dedico-me aos que comprovam ancorados na neurociência, especificamente, sobre a senciência dos animais, estudos, por sinal, bastante atualizados.

E caminhando nessa estrada, cito um relato bastante interessante da psicóloga Beatrice Lydecker, autora do livro What The Animals Tell Me – O Que Os Animais Me Ensinaram, entendendo que o esforço que eles fazem para se comunicar conosco, é imensamente maior do que possamos imaginar. Comunicam-se através de percepções extrassensoriais e isso não gera mais dúvida nos dias de hoje.

Ela cita uma série de testes, cujos resultados demonstram efetivamente como um tutor de animal pode se comunicar com ele, utilizando uma linguagem não verbal, visualizando aquilo que deseja. É a mesma opinião de zoólogos tais como Maurice e Robert Burton, autores da enciclopédia Inside The Animal World – Por Dentro do Mundo Animal, cuja obra explicita e demonstra vários exemplos de telepatia animal. Uma prova significativa está no fato da morte de Lawrence Anthony em 2012, conhecido como o encantador de elefantes cuidando deles diariamente. Ele e esses animais pareciam conversar, haja vista a aproximação e o carinho entre eles.

Lawrence ia diariamente ao encontro desses paquidermes. Um dia, não apareceu, assim como outros e os elefantes que ele cuidava, sentiram sua falta e foram à sua casa e, acreditem, depois de caminharem 12 km lá chegaram, ficando em frente à residência e, silenciosamente, permaneceram. Pareciam saber que o grande amigo tivera morrido e ….choraram!

E descobriram o caminho por mera intuição. Incrível, não é mesmo?

A esposa do cuidador desses animais cumprimentou um por um, acariciando-os e ali permaneceram por aproximadamente duas horas e, posteriormente, partiram tristes, parecendo saber que o encantador de todos eles tivera falecido. Isso não é coincidência – é percepção extrassensorial!

Inclusive, eu já tinha publicado artigo anteriormente, destacando com mais detalhes o assunto.

O pesquisador norte-americano J.B.Rhine, considerado o pai da parapsicologia científica, já tivera afirmado que experimentos bem controlados sobre a percepção extrassensorial dos animais, evidenciava a capacidade dos mesmos transmitirem e receberem mensagens telepáticas, sendo, por sua vez, uma particularidade adquirida pelo organismo desses paquidermes. Eis uma das provas insofismáveis da senciência animal.

Essa, por conseguinte, é uma das evidências, demonstrando a consciência, emoção e sentimento deles, um marco na Ciência moderna, à luz de muitos estudos, modificando os paradigmas ultrapassados que sempre entenderam os animais como seres inferiores, ancorados na ontologia Cartesiana que o tempo demonstrou o quanto o filósofo francês estava enganado.

Outra situação interessante que devemos levar a sério, aduz ao fato que a expressão “memória de elefante” surgiu porque a manada que caminha centena de quilômetros em suas constantes migrações é capaz de lembrar, ano após ano, as melhores fontes de água e alimentação. Além disso, conseguem resolver problemas pela “intuição”, fato constatado por experimentos realizados no Zoológico Nacional de Washington, nos Estados Unidos.

OS PÁSSAROS TAMBÉM SÃO SENCIENTES E NÃO É JUSTO PRENDÊ-LOS EM GAIOLAS. ELES SENTEM COMO TODOS NÓS!

Outro fato interessante inclina-se para a sensibilidade apurada, como o luto dos animais. Destaco também que essa peculiaridade não é apenas de elefantes, mas, de todos animais mamíferos, além de aves e, possivelmente, anfíbios. Continuo e continuarei meus estudos para a boa divulgação do bem-estar de toda fauna na Terra, ciente que os animais não podem continuar a ser maltratados. Eles merecem viver livres como todos nós, sem a perturbação e crueldade humanas, na certeza de que são sencientes, tendo consciência, sentindo emoções, além de sentimentos.

E uma vez mais enfatizo, corroborando o que dissera em artigos anteriores: tais ensinamentos precisam ser matéria escolar no que diz respeito aos estudos sobre meio ambiente, inclusive, no curso superior, como disciplina propedêutica. Existe escopo jurídico cada vez mais adequado aos novos tempos. Por que então desperdiçar esses conhecimentos?
– Pensem nisso, prezados (as) leitores (as) !

PINGANDO CONHECIMENTO JURÍDICO
Artigo 225 da Constituição Federal § 1º / VII
Proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção das espécies ou submetam animais à crueldade
Gilberto Pinheiro é jornalista, palestrante em escolas, faculdades, destacando a senciência e direitos dos animais
E-mail: gilberto_pinheiro@yahoo.com.br

  

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