Projeto de instalação de mobiliário urbano na Rua 13 de Maio terá iluminação aérea

A proposta de autoria da construtora Patriani foi detalhada aos comerciantes do Centro de Campinas hoje, 19, na ACIC. A previsão é de que, uma vez aprovado o projeto, a empresa inicie as negociações com os fornecedores de material metálico e outros, para que a obra tenha início em até 60 dias

O projeto de instalação de mobiliário urbano na Rua 13 de Maio, no Centro de Campinas, incluirá iluminação aérea. A proposta apresentada à prefeitura de Campinas pela construtora Patriani, a partir de chamamento público aberto, foi detalhada hoje, 19, para mais de 50 pessoas, entre comerciantes e autoridades, durante reunião na Associação Comercial e Industrial de Campinas (ACIC) e recebeu aval dos presentes. Uma vez aprovado, a construtora deve iniciar as negociações com os fornecedores de materiais necessários para a execução do trabalho. A previsão do arquiteto responsável pelo projeto, Irineu Anselmo Júnior, é de que a primeira etapa da obra tenha início no prazo aproximado de 60 dias e seja finalizada até dezembro.

De acordo com Bruno Patriani, CEO da construtora, o projeto contempla a instalação de estruturas metálicas com cerca de 900 guarda-chuvas coloridos, fixados por cabos de aço a uma altura de seis metros do solo, em seis das nove quadras da Rua 13 de Maio. Lixeiras de concreto posicionadas próximas aos postes de luz, de acordo com determinação da prefeitura, e cerca de 50 pufes e de 30 bancos, ambos de concreto – este último vazado para evitar o acúmulo de água – também estão previstos. “Esta é uma forma de agradecer o carinho de Campinas com a empresa. Apesar de não sermos daqui, nos sentimos campineiros e este projeto é uma maneira de fazer parte da comunidade. Acreditamos que a 13 de Maio é um começo e outras oportunidades virão.”, enfatizou o CEO durante a reunião.

A altura dos guarda-chuvas foi determinada após estudos das fachadas das lojas e consultas ao Corpo de Bombeiros, de modo que o recurso proporciona beleza, sombreamento e sensação de conforto sem interferir na visibilidade das logomarcas dos comércios e de modo a garantir o acesso seguro de veículos de resgate em eventual ocorrência de incêndio, por exemplo.

A secretária de Planejamento e Urbanismo, Carolina Baracat Lazinho, explicou que o ‘telhado’ de guarda-chuvas ocultará a fiação de energia elétrica, que voltará a ser aérea. Hoje, é subterrânea e alvo de furtos, vandalismo e até curto-circuitos. “Nosso intuito é incentivar o movimento no local com a implantação do mobiliário urbano e, assim, incrementar o potencial de vendas do comércio. Esta reunião é uma oportunidade para vocês sugerirem e construirmos em conjunto o projeto”, afirmou ela. Carolina Baracat elogiou a Patriani por ter sido a única a apresentar proposta quando do chamamento público e a se comprometer não apenas com a execução da obra, mas também com a manutenção do espaço pelo período de um ano.

A secretária esclareceu que a disposição intercalada dos guarda-chuvas é necessária para não causar abafamentos. “A primeira quadra, na altura da Estação Cultura, não receberá o recurso e, a próxima, sim. Assim será sucessivamente, exceto no trecho da Catedral onde não é possível fixar a estrutura metálica por tratar-se de um bem tombado, e na praça Rui Barbosa. Estamos tomando todos os cuidados para evitar atos de vandalismo porque o mobiliário é uma doação para Campinas e queremos preservá-lo. A nossa ideia é que os elementos sejam decorados nas datas especiais para o comércio e nos meses destinados a  campanhas específicas”, detalhou Carolina Baracat Lazinho.

Adriana Flosi, secretária municipal de Desenvolvimento Econômico e também presidente da ACIC, reforçou a importância de se refazer a fiação elétrica na via. Segundo ela, os guarda-chuvas estarão posicionados acima dos postes de luz cujo foco é para baixo. Dessa forma, ela sugeriu a instalação também de holofotes voltados para o alto a fim de embelezar ainda mais a decoração e garantir pontos de luz extras no local. “A questão da iluminação é crucial para a cidade, principalmente para o Centro, tanto que a Parceria Público-Privada da iluminação de Campinas prevê trocar, em dois anos, toda a fiação e substituir a iluminação por LED. Ainda sobre a PPP da iluminação, é um desejo do prefeito que o trabalho tenha início pela região central”, disse Adriana. Para ela, a reunião representou um marco para a cidade que passa a ter um atrativo muito bonito na Rua 13 de Maio: “É um indutor para que outras ações, como a requalificação da Avenida Campos Sales e outras ações já previstas para o Centro de Campinas, aconteçam na sequência. Nós só temos a agradecer à prefeitura e à parceria da construtora Patriani pelo presente, quando a nossa cidade completa 248 anos”, finalizou Adriana.

Guilherme Campos, vice-presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo e vice-presidente da ACIC classificou o projeto da Patriani como louvável e afirmou que, apesar das diversas ações da prefeitura como, por exemplo, a voltada para oferecer condições dignas para a alimentação de pessoas em situação de rua, o ideal para insuflar vida novamente no Centro é trazer de volta atividades, como a Câmara Municipal, o Fórum, o Poupatempo e outros que atraem fluxo.

Edvaldo  de Souza Pinto, presidente do Conselho Deliberativo da ACIC, acredita que o novo mobiliário trará mais segurança para as pessoas e inibirá a frequência de quem degrada o Centro: “A iniciativa da Patriani traz esperança de vermos a 13 de Maio mais atraente aos transeuntes. Sabemos que esta é uma parte e que não é possível conseguir tudo de uma vez. Também estamos buscando outras melhorias, como a troca do piso da rua, mas este é o início. Foi assim também, por partes, quando da implantação do convívio”, finalizou.

O vereador Carlinhos Camelô também elogiou a iniciativa da Patriani, lembrou de outro projeto em andamento, o do Mercado Popular, conhecido como Shopping dos Camelôs, e reforçou a importância da iluminação para proporcionar mais segurança e para que o Centro volte a ter vida.

  

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