SAMA participa de cerimônia que valoriza recuperação da bacia do Ribeirão da Penha

O Secretário de Agricultura e Meio Ambiente, José Alair de Oliveira, participou na manhã da última quinta-feira, 28, de uma cerimônia na Fazenda Jardim onde foi apresentado o primeiro resultado do programa de preservação ambiental da Secretaria de Estado da Agricultura, em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente, para revitalização de bacias hidrográficas no interior do Estado. São três cidades selecionadas para a implantação do programa denominado “Recuperação de Matas Ciliares, Nascentes e Olhos D’Água”: Itapira, Pedreira e São Sebastião da Grama.

O agricultor José Batisptela, dono da propriedade, é o primeiro a ter concretizada a implantação do programa na cidade, após mais de dois anos de mobilização da equipe técnica da CATI (Coordenadoria de Assistência Integral) de Mogi Mirim com ajuda efetiva da Casa da Agricultura local. Cumprindo exigências apontadas no diagnóstico realizado pela equipe técnica, para que sua propriedade se adequasse às normas fixadas pelo projeto, ele recuperou uma área de proteção permanente (APP) com o plantio de 1.800 mudas de árvores nativas e instalou algo em torno de 600 metros lineares de cercas para impedir que o gado avance dentro da área.

Ele recebeu por parte do governo paulista subvenção em torno de R$ 20 mil reais para cumprir todas as etapas. Presente também o produtor rural Rafael Ribeiro, dono da Fazenda Bom Retiro, cujo processo de implantação do programa também já foi iniciado.

A cerimônia trouxe a Itapira a coordenadora do CATI de Campinas, Juliana Cardoso, cuja atuação abrange mais de 100 cidades. A equipe do CATI de Mogi Mirim contou com as presenças de seu coordenador, Roberto Ribeiro Machado, os engenheiros agrônomos Luis Antonio de Sá, Antonio Marcos Alves de Oliveira e José Luis Bonatti.

A explanação técnica a respeito do andamento do projeto ficou a cargo de Antonio Oliveira, que falou, sobretudo, da dificuldade de convencimento dos proprietários. Roberto Ribeiro destacou que foram visitadas cercas de 180 propriedades, que somadas, atingem algo em torno de 1.350 hectares. Eles solicitaram à CATI Campinas que o pedido para que a liberação dos recursos da subvenção (teto de R$ 24 mil, com 5% de participação dos interessados) seja a mais breve possível, como forma de vencer as desconfianças iniciais. “Eu que acompanhei este processo de consulta com muito interesse observei que a maior resistência dos produtores se reside exatamente na desconfiança da liberação dos recursos prometidos e também na execução de algumas exigências burocráticas. Acredito que superadas estas questões, o projeto deve deslanchar aqui na cidade”, reforçou o secretário José Alair de Oliveira.

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Matéria e Foto: ASCOM

 


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