Taxa de desemprego é a pior dos últimos 10 anos

Assim como o restante do país Mogi Guaçu registrou no ano de 2016 o seu pior ano para a geração de emprego. Segundo o relatório divulgado pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTN), Mogi Guaçu registrou o fechamento de 2.856 postos de trabalho em 2016.

Esse número é o pior saldo já apontado pelo Ministério do Trabalho desde 2007. Os números mostram a tendência no crescimento do número de vagas de emprego formais, em 2015 havia sido até então o pior ano registrado na séria histórica do Caged, quando 1.038 postos de trabalhos foram extintos na cidade.

No ano de 2016 foram apontados 17.297 admissões contra 20.153 demissões, já em 2015 o cenário foi um pouco melhor com 20.190 admissões e 21.228 desligamentos, alcançando um saldo negativo de 1.038 vagas. Com base nesses números é possível constatar que o número de vagas fechadas aumentou 275% de um ano para o outro.

A série histórica apresentada pelo Ministério do Trabalho se iniciou em 2007, de lá para cá o melhor ano para a geração de empregos em Mogi Guaçu foi em 2010, quando 1.734 novos postos de trabalho foram abertos.

O setor que mais contribuiu para a queda na geração de emprego no ano passado em Mogi Guaçu foi a Agropecuária 1.200 postos, seguido da Indústria (-736) e do setor de Serviços (-736). Um dos poucos setores que apresentou saldo positivo é o da Construção Civil com a geração de 98 postos de trabalho.

No ano passado, assim como em 2015, as três ocupações que mais contrataram na cidade foram: trabalhador no cultivo de árvores frutíferas (2.541), mecânico de manutenção de máquinas em geral (1.337) e vendedor do comércio varejista (897).

E consequentemente as três que mais tiveram desligamentos em 2015 foram: trabalhador no cultivo de árvores frutíferas (-3.506), mecânico de manutenção de máquinas em geral (-1.408) e vendedor do comércio varejista (-994).

Jovens afetados
O histórico da taxa de empregabilidade entre os trabalhadores até 24 anos não tem sido muito positivo nos últimos meses. Em 2016 esse foi o grupo mais afetado pelo encolhimento do mercado brasileiro no período de crise – segundo dados do Caged, o número de jovens que perderam o emprego chegou a cerca de 4,8 milhões.

De acordo com uma análise do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) realizada com base nos dados do Caged e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), até o terceiro trimestre do ano passado a taxa total de desemprego entre os jovens dessa faixa etária alcançou 27,7%. O estudo também revela que o desemprego afeta mais ainda os trabalhadores que não concluíram o ensino médio – taxa de 21,4%. O cenário desfavorável é preocupante, principalmente para quem está em fase de adquirir experiência e projetar a carreira profissional.

Brasil
O país perdeu 462.366 vagas de emprego formal em dezembro de 2016, uma variação negativa de 1,19% em relação ao mês de novembro do mesmo ano, segundo dados do Caged. No acumulado de 2016, foram eliminados 1.321.994 postos de trabalho no Brasil, diminuindo o estoque de vagas formais em 3,33%.

Foram registradas 869.439 admissões e 1.331.805 desligamentos no período. O resultado mantém a tendência de mais demissões que contratações no mercado de trabalho brasileiro. A queda no estoque de emprego nas cinco regiões foi 22,4% menor que a observada no mesmo período de 2015.

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