Taxa de isolamento em Mogi é de só 46%; flexibilização depende de percentual acima de 50%

Assim como registrado no final de abril, a taxa de isolamento social em Mogi Mirim voltou a cair de maneira acentuada nos últimos dias, e fechou a quarta-feira (6) com um percentual de apenas 46%, de acordo com o Sistema de Monitoramento Inteligente (SMI), criado pelo governo do Estado. Na segunda-feira (4) a taxa foi de 48% e na terça-feira (5), 47%.

Vale lembrar que uma possível flexibilização nos serviços está condicionada a um percentual acima de 50%, segundo informado pelo governador João Dória em entrevista coletiva na última segunda-feira, no Palácio dos Bandeirantes. Para isso, a necessidade da população de Mogi Mirim respeitar o isolamento e sair de casa apenas em caso de extrema necessidade.

Na entrevista de segunda-feira, ao ler a lista de cidades que registraram os piores índices de isolamento social no último domingo (3), o governador reforçou a necessidade de melhora nos números, e que algum tipo de flexibilização será autorizado somente em municípios com índice superior a 50%.

Nos últimos dias, a Prefeitura vem intensificando os pedidos pelo isolamento social, justamente para que possa receber autorização do Estado e dar início a flexibilização.

“Por mais que estejamos em uma situação um pouco mais tranquila perto de muitos municípios, nós passamos de 3 para 13 casos. Quando tínhamos o isolamento perto de 60% estávamos com 3 casos. O governador já avisou que quem estiver abaixo dos 50% não terá flexibilização. É importante para a população e até o pessoal do comércio, da prestação de serviços, que cumpra o isolamento social, o decreto, para que possa haver flexibilização maior a partir da semana que vem”, alertou o chefe de Gabinete, Guto Urbini.

 

Números no Estado

 

Um levantamento do governo do Estado mostra que a progressão de casos do novo coronavírus pelo interior e litoral paulista aumentou de maneira mais acelerada ao mesmo tempo em que caiu a taxa de isolamento social no Estado.

Os números mais recentes apontam que a doença se espalhou por todo o território paulista, com casos confirmados em 332 municípios (51,5% dos 645 do Estado) e mortes registradas em 150 cidades. Dos 332 municípios com casos, segundo o levantamento, 293 estão no interior/litoral (88%) e das 150 cidades com óbito, 114 são do interior e litoral (76%).

O governo estadual divulgou ainda que, apesar do número absoluto de infectados ainda se concentrar na Região Metropolitana do Estado, o contágio cresce proporcionalmente a um ritmo quatro vezes mais rápido no interior e litoral de São Paulo do que na Região Metropolitana.

Entre 3 de abril a 1º de maio, o número de casos registrados aumentou 2.532% no interior, de 167 casos para 4.397, enquanto que na Região Metropolitana o crescimento foi de 625%, de 3.352 para 24.301.

 

  

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