fbpx

Amigos de Holambra retorna após 12 dias na Holanda

Com saída dia 22 de abril e retorno na última segunda-feira, 4, a fanfarra “Amigos de Holambra” teve sua experiência única de conhecer o país que deu vida a nossa cidade, e de levar o samba e a alegria para a Europa.

Sem conhecer o grupo, os holandeses anfitriões entraram como patrocinadores de todos os custos, o que tornava a responsabilidade e o nervosismo dos integrantes da fanfarra ainda maior “Por mais que nós aqui, antes da saída, havíamos preparado nossos pequenos músicos do que encontrariam lá, como frio, cultura, pontualidade e alimentação, sabíamos que a realidade surpreenderia. Mesmo com o nervosismo, já no dia de chegada, com um ensaio para verificação dos instrumentos (quebra e desafinação devido ao transporte), nós e os anfitriões nos acalmamos. E na manhã seguinte, em primeira apresentação seguindo a agenda, com o agrado do público, ficamos totalmente aliviados”, diz Catharine Sitta, presidente da fanfarra.

A agenda foi cumprida dentro dos critérios europeus, rigorosamente nos horários marcados, acordar cedo, andar de ônibus, tendo em alguns dias até três apresentações em cidades diferentes foram grandes desafio para o grupo.

“Os primeiros dias na Holanda não foram fáceis ao grupo, entre a saudade de casa, estar longe dos pais, as crianças tiveram que se acostumar com o frio, alimentação diferente, fuso horário diferente em 5 horas com o Brasil, a convivência em grupo por 24 horas diárias e a agenda a ser cumprida dentro dos horários. Mas, com a ajuda de alguns pais que acompanharam a fanfarra, o calor humano dos nossos anfitriões e as descobertas diárias, logo tudo se encaixou”, conta Catharine.

Catharine explica ainda que com o frio e chuva fina em algumas apresentações, não foi possível o uso apenas do uniforme, mas também de agasalho, o que não comprometeu o visual da fanfarra.

Além das oito apresentações previstas, outras três foram adicionadas à agenda, devido a grande e boa repercussão do grupo.

“O público em todas as apresentações foi bastante caloroso. Embora o europeu não seja de interagir como o público brasileiro, ele é sim de mostrar com sorriso e palmas que está gostando. Com a ampla divulgação da agenda de nossa fanfarra, encontramos muitos ex-holambrenses em nossas apresentações e também um público holandês que nos seguiu em várias cidades.  Um casal de Noordwijkenhoud assistiu duas apresentações lá e no dia seguinte nos assistiu em De Lier e depois em Honselersdijk, trazendo até uma lata de balas para ser distribuída entre as crianças”, conta Catharine.

Além da extensa agenda de apresentações, alguns passeios foram organizados, fizeram dois passeios de barcos pelos canais, um na capital Amsterdã e outro embarcando em frente ao alojamento onde dormiam, navegando por duas horas nos canais de Wesland. Passearam também em Madurodam, onde conheceram os principais pontos turísticos da Holanda, todos em miniatura e Keukenhoof, o maior parque da primavera do mundo.

Passeios educativos também fizeram parte da agenda, visitaram o maior Veiling do mundo, a Flora Holland, onde receberam explicações do funcionamento e giro de produção. Em seguida foram recebidos em cerimônia oficial pelo prefeito da Província de Wesland, ao entregarem a bandeira de Holambra, tornaram se pequenos embaixadores de Holambra Brasil.

A bandeira foi oficialmente pendurada na manhã seguinte, em mastro defronte a prefeitura de Wesland e após uma apresentação em frente ao Hotel Carton, foram conhecer uma estufa em De Lier. Assim, puderam conhecer um pouco sobre a 3° economia da Holanda, a província de Wesland, que é a produção de flores, plantas e hortaliças.

“O que mais nos surpreendeu durante nossa estadia na Holanda, foi o grande numero de colaboradores holandeses que, sem nos conhecer, não mediram esforços para nos agradar, dar conforto, alimentação e, principalmente atenção, a preocupação deles em nos fazer sentir em casa e não deixar faltar nada. Padarias entregando dezenas de pães por dia, restaurantes oferecendo pratos quentes, bar e café oferecendo chocolate quente, empresa de transportes oferecendo conforto e segurança para nós e para os instrumentos, supermercados oferecendo preço promocional, outros oferecendo ingressos para os passeios, cada um dando o que podia para fazer desses 12 dias, dias inesquecíveis para os nossos brasileirinhos”, explica a presidente da fanfarra.

Em resumo, Catharine declara que ela e o Mario Sitta (esposo e fundador) acreditam ter alcançado muito além do objetivo com este sonho e que não somente levaram o nome de fanfarra ou cidade ao exterior, mas abriram um novo horizonte para as crianças, partindo do princípio que querendo e lutando, alcançamos.”Temos a certeza que a maioria destes pequenos, agora mais adultos, trabalharão e lutarão para realizar outros sonhos, temos também a certeza que estudarão e irão incluir outro dialeto como o inglês em seus estudos, para poderem se comunicar com outras pessoas que aprenderam a amar. Sitta e eu temos a certeza que a semente plantada, frutificará!”, completa.

  

Comentários