Competidora de três tambores, Jessica Menegon une paixão e talento nas provas

(Jessica Menegon)

Susi Baião

Os espaços de rodeios e festas de peões são historicamente relacionados ao universo masculino. Apesar da prova dos Três Tambores ser realizada nesses ambientes, as mulheres ganham destaque por ser a única atividade que podem participar. A amazona Jessica Menegon, de 22 anos, por exemplo, é forte competidora na modalidade.

A jovem pratica o esporte desde 2010, no Centro de treinamento Fernando Oliveira, na cidade de Santo Antonio de Posse. Já participou de muitas provas de rodeios e acumula títulos. Foi bicampeã da prova de três tambores no rodeio da Expoguaçu, campeã em Santo Antônio do Jardim e São João da Boa Vista, vice-campeã na cidade de Engenheiro Coelho, finalista do rodeio de Jaguariúna, Americana, além de campeã na categoria feminino da ANCAF (Associação Nacional do Cavalo Árabe Funcional) em Indaiatuba em 2017.

Paixão

Os desafios da atleta são superados em cima do cavalo. Apesar das dificuldades, Jessica procura dar o seu melhor e já sonha com o auge da carreira. “Com certeza quero sempre competir e ir melhorando, embora enfrentamos muitas dificuldades. Em alguns rodeios nós competidores não recebemos atenção e muitas vezes os alojamentos não tem estrutura para nos receber”, desabafou a atleta possense.

Este ano a atleta participará de vários rodeios entre eles, Jaguariúna, Sumaré, Mogi Guaçu, Bragança Paulista, São João da Boa Vista, Indaiatuba, Artur Nogueira e Barretos.

Três Tambores

É a única prova feminina do rodeio e conta com um sistema totalmente eletrônico. Ao ultrapassar a linha imaginária que liga um conjunto de fotocélula, o cronômetro é automaticamente disparado. A competidora tem que contornar três tambores dispostos de forma triangular no menor tempo possível. Se derrubar algum tambor ela será penalizada em 5 segundos por tambor derrubado. Logo após a sua apresentação, ela tem o seu animal vistoriado. Se tiver alguma marca proveniente de chicote/espora fora de padrão será automaticamente desclassificada. Para dar uniformidade à prova, a competidora com seu equipamento, devem pesar no mínimo 65 kg. Caso isso não ocorra, há necessidade de complemento que é feito através de colocação de pesos até atingir esse numeral. Vence a que completar o trajeto em menor tempo.

 

  

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