Coordenador do museu faz palestra sobre a História de Itapira

No último dia 9, o coordenador do Museu Histórico e Pedagógico ‘Comendador Virgolino de Oliveira’, Eric Apolinário, ministrou uma palestra sobre patrimônio histórico para crianças e adolescentes atendidas no Sepin (Serviço de Proteção à Infância e Adolescência de Itapira), nos períodos da manhã e da tarde.

A explanação foi sobre a história de Itapira e na criação de seu núcleo urbano, desde o bairro rural Macucos – pertencente à Mogi Mirim – que contava com pequenas propriedades agrícolas de famílias de origem portuguesa que se uniram em um tímido núcleo urbano dando origem a Vila de Nossa Senhora da Penha de Mogi Mirim, que depois se transformou na cidade de Penha do Rio do Peixe e posteriormente em Itapira.  Apolinário falou sobre a formação da região de Mogi Mirim no século XVIII, sobre as tribos indígenas que viviam na região, as incursões dos Bandeirantes e a formação de pequenas vilas utilizadas como parada para as tropas que seguiam rumo a Minas Gerais.

Depois dessa introdução, Apolinário falou sobre a transição da pequena vila para a cidade cafeeira com a chegada de forasteiros e a abertura de grandes fazendas produtoras de café. Dentro deste assunto, ele também abordou a escravidão na Penha do Rio do Peixe e falou sobre os milhares de escravos que viveram trabalhar na cidade. Ao final da palestra, Apolinário também falou sobre o assassinato do delegado Joaquim Firmino de Araújo Cunha, conhecido nacionalmente como ‘O Crime da Penha’, e mostrou como o fato causou impacto no município, levando os vereadores a trocarem o nome da cidade em 1890, quando passou a se chamar Itapira.

As escolas ou instituições interessadas em receber a palestra para podem entrar em contato pelo telefone (19) 3863-0835 ou pelo email museu.historico@itapira.sp.gov.br. O Museu Histórico e Pedagógico ‘Comendador Virgolino de Oliveira’ está aberto para visitação de segunda a sexta-feira das 8h00 às 11h20 e das 13h00 às 17h20 e no domingo das 10h00 às 13h00 com entrada franca.

 


Comentários