Divulgados estudos com tuviras na região de Jaguariúna

Pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), em parceria com alunos e técnicos de um grupo de pesquisa sobre produção de isca-viva, realizaram dois trabalhos com tuviras. Estes peixes são utilizados como isca viva e muito apreciados na pesca esportiva.

Conforme explica a pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente, Márcia Ishikawa, as tuviras além do seu valor comercial na pesca esportiva e como ornamental, apresentam potencial como animais de laboratório e por isso, tem chamado a atenção de pesquisadores e profissionais que trabalham direta e indiretamente com a piscicultura.

Atualmente, a tuvira não é produzida comercialmente, sendo capturada por pescadores que possuem autorização para esta atividade. Muitas demandas em pesquisa com a tuvira foram registradas em estudos realizados pelo grupo de pesquisa liderado pela pesquisadora Márcia Ishikwa em Mato Grosso do Sul e a partir de 2014, este grupo ampliou seus trabalhos para a região de Campinas e Jaguariúna, resultando na publicação de duas Circulares que são parte de trabalhos desenvolvidos por alunos de graduação e pós-graduação orientados pelos pesquisadores da Embrapa.

Os estudos abordam o manejo sanitário implantado em um estabelecimento comercial em Jaguariúna e o treinamento alimentar desses peixes, que foram adaptados pelo proprietário do estabelecimento. Estes procedimentos apresentaram resultados positivos que podem ser aprimorados e contribuir para o sucesso na manutenção desses animais e consequente redução na perda por doenças e mortalidades. Algumas recomendações, assim como, o manejo sanitário e as análises realizadas são apresentados nas publicações.

A manutenção adequada desses peixes, com o manejo sanitário correto e a alimentação adequada é o primeiro passo para obtenção de um pacote tecnológico necessário para produção comercial de tuviras sem a necessidade da dependência de sua captura no meio-ambiente. Segundo Márcia, muita pesquisa e outros trabalhos ainda serão necessários para obtenção de um protocolo completo de produção de tuviras em cativeiro. No entanto, estas publicações trazem os primeiros resultados desenvolvidos pelo grupo de pesquisa no estado de São Paulo.

  

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