Equipes da F1 querem mais corridas classificatórias na temporada 2023

Apesar de retorno positivo dos times, Federação Internacional do Automobilismo (FIA) postergou ampliação de formato por motivos financeiros

Antes controvérsia entre as equipes da Fórmula 1, as corridas classificatórias têm recebido maior aprovação no grid. No último encontro da Comissão da Federação Internacional do Automobilismo (FIA) nesta terça-feira, após a prova classificatória do GP da Emilia-Romagna vencida por Max Verstappen, os times expressaram o desejo de aumentar o formato de três edições para seis em 2023.

Mas embora a mudança tenha sido aprovada também pela Liberty Media, responsável pela gerência da Formula One Managment, ela foi contestada pela entidade. A motivação seria de cunho financeiro, o que não teria deixado as equipes e a própria F1 felizes com o posicionamento da organização presidida pelo emiradense Mohammed ben Sulayem.

Maior mudança no formato dos GPs nos últimos anos, as corridas classificatórias foram idealizadas para substituir a classificação tradicional de três segmentos, definindo as posições de largada do domingo e tornando as etapas mais atrativas.

A prova do último fim de semana foi marcada pela caça de Verstappen, pole, a Charles Leclerc, após ser superado pelo rival na largada. O atual campeão mundial conseguiu ultrapassar o monegasco a duas voltas para a bandeirada.

Em um comunicado oficial em que relata as medidas discutidas no encontro da Comissão, a FIA avaliou a recepção positiva da prova classificatória em Imola, neste final de semana, mas reforçou que ainda avalia o impacto da ampliação das rodadas classificatórias em sua organização.

– Com a popularidade entre fãs e partes envolvidas na primeira de três corridas classificatórias da temporada 2022 no GP da Emilia Romagna, a Fórmula 1 e as equipes apoiaram uma extensão para seis eventos na temporada 2023, com o mesmo formato que em 2022. Mas embora apoie o princípio de um número maior de provas classificatórias, a FIA ainda está avaliando o impacto desta proposta em suas operações e pessoal na pista, e fornecerá seu feedback à Comissão – informou.

As provas de classificação estrearam em 2021, tendo Max Verstappen (GP da Inglaterra) e Valtteri Bottas (GPs da Itália e de São Paulo) como vencedores das três rodadas-teste.

Elas retornaram em 2022 e, depois da Emilia-Romagna, ainda farão parte dos fins de semana no GP da Áustria em julho, e no GP de São Paulo em Interlagos, no mês de novembro.

Mais mudanças para 2023

Além do possível acréscimo no número de corridas classificatórias, já foram aprovadas ao menos duas mudanças para a temporada 2023 da F1.

A primeira é a obrigatoriedade do uso de câmeras nos capacetes de todos os pilotos, artifício testado nas últimas provas deste ano e que, segundo a FIA, recebeu “um feedback positivo significativo dos fãs como uma adição valiosa à transmissão dos GPs”.

Outra mudança tem a ver com o plano da categoria de se tornar mais sustentável. A partir do próximo ano, a quantidade de pneus disponibilizados para as equipes vai ser reduzida de 13 para 11 conjuntos.

A próxima etapa da temporada 2022 da categoria será o inaugural GP de Miami, em 8 de maio. Charles Leclerc segue líder do campeonato de pilotos, tendo agora Verstappen como vice-líder.

 

  

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