FESTIMM: 8º Festival de Inverno de Mogi Mirim com programação variada busca atingir todos os públicos de todos os gostos musicais de Mogi Mirim e região

Matéria: Paula Partyka

O Festival de Inverno de Mogi Mirim (FESTIMM) é uma oportunidade para a participação dos alunos do programa da Lyra Mojimiriana, instituição cultural sem fins lucrativos, que é utilidade pública por Lei Municipal de Mogi Mirim

O Festival de Inverno de Mogi Mirim (FESTIMM) chega à sua 8ª edição, consagrado como um dos mais importantes eventos culturais da região de Mogi Mirim. O evento contribui com o desenvolvimento da cultura e dos negócios em turismo na cidade.

Além de promover o desenvolvimento cultural e turístico, o FESTIMM é uma oportunidade para a participação dos alunos do programa da Lyra Mojimiriana, com práticas e vivências. A programação é diversificada e oferece entretenimento por meio de oficinas e apresentações artísticas.

No FESTIMM8, serão nove dias seguidos de apresentações e entretenimento, com estrutura completa para receber um público estimado em 10 mil pessoas. “No primeiro FESTIMM tivemos um público de 300 pessoas. Ao longo dos anos percebemos o crescimento. No ano passado (2018), tivemos a presença de 7 mil pessoas”, explica sobre a expectativa de público, o diretor da Lyra e mastro, Carlos Lima.

Ele conta que é realizado um trabalho de pesquisa para conhecer o público visitante. De acordo com ele, todas as faixas sócio-econômico-cultural passam pelo evento. “Percebemos a necessidade, o que gera o desejo, de aumentar o público. A ideia é fazer que a cidade abrace esse Festival e se sinta dona dessa iniciativa. Não podemos fazer cultura só para gente, tem que ser difundida”.

Serão dois palcos e uma praça de alimentação com food trucks diversos, cumprindo a missão de universalização do acesso à música e às artes na região. “Neste ano o evento tem caráter de valorização dos nossos serviços. Teremos duas noites com 273 alunos no palco, por exemplo. Apresentação de banda e orquestra, noite do violão com 240 alunos. Uma programação com todas nossas atividades musicais”, conta a coordenadora pedagógica da Lyra, Anabel Favilla.

Essa edição também é em comemoração aos 250 anos de Mogi Mirim. “A Lyra como uma referência musical na cidade e região, há 34 anos faz totalmente parte desta história. O hino da cidade foi orquestrado pelo Maestro Carlos Lima. Então, temos um vínculo fortíssimo com Migi Mirim e não teria como deixar de fazer parte desse momento para a cidade”, afirma Anabel.

Ela acredita que a noite de abertura do FESTIMM, dia 28 de junho, caracteriza o evento todo. É a apresentação da Orquestra Sinfônica da Lyra, regida pelo diretor, Maestro Carlos Lima. Uma mistura de Clássicos e Jazz. “É um trabalho que tem sido desenvolvido desde o inicio do ano. Os alunos estão empolgados e preparados”.

A programação do festival, desde sua primeira edição, é eclética, e desta vez não é diferente. As atrações, divididas em dois palcos, são dos mais variadores estilos e vertentes musicais, que vão do rock ao forró, do clássico à viola caipira.

“A vocação da Lyra sempre foi de produzir e difundir música, totalmente descompromissada com o que o mercado dita e rege. Temos uma mente totalmente aberta e no Festival, em nove dias, teremos um trabalho muito abrangente”, considera o diretor Carlos.

Programação:

O público tem a oportunidade de interagir com o evento, participando de oficinas culturais e workshops musicais oferecidos pela equipe de docentes e coordenação da Lyra. Algumas atividades são pagas, mas o valor é simbólico.

– A abertura do festival, dia 28 de junho, oferece uma noite magistral, com a mistura de Clássicos e Jazz, com participação do Coral Municipal, da Orquestra Sinfônica da Lyra e o Trio Carlos Lima.

– A segunda noite do evento, 29, é inteiramente dedicada ao velho Rock and Roll. São cinco atrações.

– No terceiro dia, 30, a Vitrine Cultural é destaque. Um mix de atrações, como entro de pianistas, apresentação de coral e teatro infantil e um encontro de corais da região.

– O quarto dia do evento, dia 1º de julho, oferece a oportunidade de conhecimento e informação, por meio da Palestra Cultura. O tema é sobre leis de incentivo, como usá-las e aplicá-las, por Antonie Kolokathis.

– Dia 02 é dedicado ao violão. Um festival que mescla apresentações da Orquestra de Violões, além de master class sobre técnicas avançadas de violão, com Laércio Ilhabela.

– Na quarta-feira, 03, é a noite da Orquestra Mojimiriana de Viola Caipira, apresentação do Coral da Melhor Idade. Também acontece uma roda de violeiros e apresentação de dança do Grupo Comanches Country Show.

– Quinta-feira, 04, a noite começa com Pixinguinha a Piazzolla, onde o tango, a roda de samba e chorinho, despertam sentimentos e sensações por meio do som. Além da dança apresentada pela Camerata de Cordas da Lyra Mojimiriana, o Estúdio de Dança André Sastre e o Grupo de Samba da Estação.

– Na sexta-feira, 05 atrações como a Banda Monallizza, em um tributo ao Tim Maia e o musical da Lyra: ‘Tom Jobim, Meu Maestro Soberano’, prometem cativar o público.

– Último dia de evento, 06, é marcado pelo Festival de Bandas com muito pok rock e a segunda parte do musical Tom Jobim. Encerramento com a alegria do forró, com Enock Virgulino e Banda.

História da Lyra

Mantendo a finalidade de inclusão social através do ensino de música, a Banda Musical Lyra Mojimiriana é referência nacional e internacional neste quesito. A Lyra funciona desde 1987, quando, de acordo com o diretor Carlos Lima, o Centro Cultural em ruínas, foi invadido pela Lyra. “Declaramos inaugurado Centro Cultural de Mogi Mirim quando ainda não tinha sequer uma atividade de cultura na própria prefeitura. Forçamos o surgimento de um movimento na cidade. Até hoje estamos nisso, de uma forma pacífica, pois é um trabalho, de certa forma, de resistência cultural”, disse.

Instituição cultural sem fins lucrativos, a Lyra foi declarada como de utilidade pública pela Lei Municipal nº 51/1989. Seu objetivo é fazer com que a música faça parte da formação intelectual, ética e moral do indivíduo. “Defendemos valores, como o trabalho coletivo. Uma orquestra não funciona se um só resolver estudar. Se um único elemento resolver não estudar, a orquestra já começa a perder sua qualidade. Então a musica é muito disciplinadora, ela exige disciplina e disciplina não se compra”, explica o diretor.

A entidade desenvolve o trabalho de iniciação musical (ou musicalização), de aprendizado do instrumento até as formações mais complexas, como banda e orquestra. Desse modo, despertando o interesse, especialmente, das classes menos favorecidas pela música e descobrindo talentos.

Tem como parceiros, por meio das leis de incentivo, o Ministério da Cultura e a Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, além de empresas como Itaú, Renovias, Grupo Guaçu, Tenneco, Balestro, Sogefi Group, Direção Cultura e Prefeitura de Mogi Mirim (Fundo Social de Solidariedade, Secretaria de Educação e Secretaria de Cultura e Turismo).

 

 


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