Impressão 3D na sala de aula: docente da Unifeob publica artigo sobre o tema

Um artigo científico recém-publicado pelo professor de Anatomia da Unifeob, Amilton dos Santos, em parceria com outros sete pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual Paulista (Unesp), apresenta um estudo com potencial para reduzir custos e burocracia para instituições de ensino superior em disciplinas relacionadas à Anatomia: a utilização de impressões tridimensionais de peças anatômicas como alternativa e complemento às biológicas.

 

“Há dificuldade em se obter cadáveres para aulas práticas. Além disso, existem diversos problemas relacionados à logística envolvida na manutenção do acervo do material biológico usado em aula. Assim, o escaneamento e a impressão 3D de peças anatômicas têm sido incentivados”, relata Amilton, que ressalta que a novidade não substitui práticas como dissecação de exemplares biológicos. “É uma alternativa, até mesmo por aumentar a disponibilidade de peças anatômicas para estudo”.

 

Em conformidade com o anúncio das novidades do Projeto Pedagógico Institucional (PPI) da Unifeob, que prioriza a utilização de novas tecnologias na sala de aula, a publicação deste artigo é reflexo do incentivo à inovação constante e estruturada da instituição, bem como o uso de laboratórios e plataformas virtuais, inteligência artificial, eixo de formação para a vida e metodologias ativas de aprendizagem.

 

Desenvolvimento

A pesquisa do professor Amilton foi desenvolvida em cerca de 18 meses durante seu pós-doutorado na USP. “Primeiro, realizamos o escaneamento do material a ser impresso – no caso, utilizamos crânios de cães. Em seguida, as imagens foram armazenadas e editadas em um software próprio”, relembra. Após os devidos ajustes e tratamentos, a equipe fez a impressão tridimensional e passou a usar as peças em aulas práticas de Medicina Veterinária na USP com 140 estudantes.

 

“Elas foram misturadas às de material biológico e, por fim, fizemos um levantamento por meio de questionários com os estudantes para avaliar se eles haviam notado discrepâncias entre as peças impressas e as biológicas”, conta. “Para nossa surpresa, a grande maioria não percebeu nenhuma diferença entre as duas categorias”.

 

Facilidade

Com a utilização de peças impressas, o professor Amilton enumera alguns benefícios tanto para estudantes quanto para instituições. “Isso aumenta a disponibilidade de peças anatômicas em sala aula, reduz custos de manutenção e diminui a quantidade necessária de formol e outros fixadores. Observamos que a aplicabilidade foi satisfatória; muitos locais já utilizam algum material impresso em 3D em Anatomia, a tendência é aumentar nos próximos anos”. Outra vantagem, segundo o professor, é o acesso facilitado a peças anatômicas de animais silvestres.

 

Leia o artigo

Publicado em 21 de novembro de 2020 no Journal of Veterinary Medical Education (em tradução livre, Periódico de Educação Médica Veterinária) da Association of American Veterinary Medical Colleges (Associação de Universidades de Medicina Veterinária Americanas – AAVMC), o artigo “Canine Skull Digitalization and Three-Dimensional Printing as an Educational Tool for Anatomical Study” (em português: Digitalização e Impressão Tridimensional de Crânio Canino como uma Ferramenta Educacional para Estudo de Anatomia) está disponível para leitura no link a seguir:

 

jvme.utpjournals.press/doi/10.3138/jvme-2019-0132

  

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