IPC aponta recuperação na intenção de consumo em alimentação fora do lar e viagens na Região Metropolitana de Campinas

Mulher faz compras em supermercado de São Paulo
11/01/2017
REUTERS/Paulo Whitaker

Após um 2020 com fortes quedas de consumo, resultado do fechamento dos comércios para conter a pandemia, setores fortemente afetados como alimentação fora do lar e turismo começam a se recuperar. Nova pesquisa sobre intenção de consumo realizada pela IPC Maps aponta que o ano de 2021 vai fechar em alta nos dois segmentos, com base no potencial de consumo levantado entre os consumidores das cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC). O setor de alimentação fora do lar deve fechar o ano com gastos em torno de R$ 13.591 bilhões, enquanto as viagens e turismo devem receber R$ 1.457 bi dos gastos.

 

Bares, restaurantes e hotéis da região já sentem, na prática, os reflexos do crescimento verificado pelo instituto IPC MAPS. Comerciantes comemoram, ainda com cautela, a retomada das vendas e ocupações de leitos no setor hoteleiro.

 

Segundo o levantamento, o potencial de consumo apurado para este ano no setor de alimentação fora do lar na RMC aponta para R$ 13.591.645.119 bilhões, contra R$ 11.885.862.113 bilhões verificados em 2020. Do total de consumo calculado, a alimentação no domicílio (incluindo bebidas) deve somar neste ano R$ 9.547.513.615, bilhões, enquanto que os gastos com a alimentação fora do lar (presencial nos estabelecimentos) deverá ficar com a fatia de R$ 4.044.131.704.

 

Já o potencial de consumo dos moradores da RMC com itens como viagens, turismo e hospedagem estimado para 2021 é de R$ 1.457.628.134,00 bilhão, alta de 1,3% sobre o ano passado, quando as redes hoteleiras operavam com restrições de capacidade de atendimento ou até mesmo ficaram fechados por alguns meses por causa da pandemia.

 

Outro dado levantado pelo IPC MAPS aponta que o setor de Alojamentos (hotéis e pousadas) registrou uma queda de 16% em relação a 2019 no número de empresas em atividade: eram 381 em 2019, e hoje são 320.

 

Para o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) Regional Campinas, Matheus Mason, os números do IPC Maps confirmam que o consumo em bares e restaurantes – tanto presencial como pelo delivery – vêm reagindo ao longo dos últimos meses. “O setor ainda está longe de recuperar os prejuízos acumulados desde o início da pandemia, mas já sente esta reação por parte do consumidor, que vem voltando a consumir”.

 

Segundo ele, a retomada poderia ser ainda melhor, não fosse por um detalhe: a queda no rendimento do trabalhador por conta da inflação e aumento dos custos de vida.

 

Com mais de 100 unidades no Brasil, a Rede Lanchão também vem sentido alta no consumo em suas lojas, em especial naquelas instaladas nos shoppings. “Como rede como um todo, estamos hoje com alta de consumo a 20% do faturamento de 2019, sendo que em alguns pontos já superaram as vendas pré-pandemia”, conta Roger Antonio Domingues, fundador e diretor da rede de franquias.

  

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