Já me chamaram de poeta…

…Mas prefiro ser um sonhador. É assim que Murilo Lopes Gonzales, aluno do 3° ano do Ensino Médio na Escola Estadual Prof. Milton Cruzeiro inicia a sua aventura poética. Escreve poesias desde os sete anos e é movido a inspiração. Sentimento de nostalgia é o que o leva a poetar. “Acho o mundo da poesia muito interessante”.

Murilo é um jovem normal, o caçula de três. Tem afeição pelos “queridos videojogos”. Seu interesse mais recente é a música “e uma vontade de me conectar mais a esse mundo cresceu junto. Não sei se gostaria de ser um compositor para músicas um dia, mas ainda tenho tempo para isso”.

Dedica a sua “produção independente”, coletânea de poemas antecedidos por uma autoapresentação muito simpática, à família e ao Professor Valmir, “que se provou muito mais do que um professor que chega em sala de aula e passa qualquer conteúdo que tenha em seu roteiro de aulas, que me deu a oportunidade de voltar a escrever depois de anos”. Como é importante o talento encontrar alguém disposto a estimulá-lo. A poesia é um instrumento poderoso de formação de uma personalidade sensível, humana, desperta para a maravilha da existência. Tudo o que o Brasil e o mundo estão a necessitar.

Quantos “Murilos” não se encontram entre os milhões de alunos brasileiros, com a poesia no coração e uma vontade imensa de partilhar seus sentimentos” A produção poética alimenta a alma da qual jorra e nutre de beleza o mundo que alcança.

No poema “Cidade”, Murilo Lopes Gonzales exprime o que uma criança pode sentir quando vê seu espaço deteriorado: “Vivemos em uma cidade/onde temossaudade/da prosperidade/eda vitalidade. E continua: “Sujaram ainda mais nossa realidade/Lugar de nossa felicidade”. E termina: Queremos de volta a nossa amarga, porém querida cidade”.

O apelo de Murilo é o de milhões de crianças que precisam de paz, harmonia, beleza, e tranquilidade para o crescimento em plenitude. Aquele que a poesia ajuda a edificar.

José Renato Nalini, secretário da Educação do Estado de São Paulo

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