Júri condena homem a mais de 21 anos de prisão por assassinato da namorada em Holambra
Crime ocorreu em janeiro de 2024 e foi considerado o primeiro feminicídio registrado na cidade desde a inclusão da tipificação no Código Penal; cabe recurso da decisão
O Tribunal do Júri de Artur Nogueira condenou José Roberto de Freitas Filho a 21 anos, sete meses e seis dias de prisão pelo assassinato da namorada, Vanessa Rocha Teixeira, em Holambra. A decisão foi proferida na última quinta-feira, 11 de junho, e cabe recurso.
Além da pena de reclusão em regime inicial fechado, o réu também foi condenado a um ano e seis meses de detenção, em regime semiaberto, por posse irregular de arma de fogo. Ele ainda deverá pagar 15 dias-multa e indenizar os herdeiros da vítima em R$ 100 mil.
O crime aconteceu em 14 de janeiro de 2024, em uma casa no bairro Palmeira, em Holambra. Segundo a denúncia do Ministério Público do Estado de São Paulo, o assassinato teria sido cometido de forma cruel e motivado por ciúmes de relacionamentos anteriores da vítima.
De acordo com informações apuradas pela Polícia Civil, José Roberto e Vanessa mantinham relacionamento há dois anos e sete meses. No dia do crime, o casal teria se desentendido, e o acusado teria atacado a vítima com objetos cortantes.
A Guarda Municipal foi acionada após o réu ligar para uma amiga relatando que havia brigado com Vanessa. Ao chegarem ao imóvel, os agentes encontraram a vítima morta em um colchão. O local não apresentava sinais de arrombamento.
Durante a perícia, foram localizadas sete armas, entre espingardas e revólveres. Conforme a polícia, os equipamentos pertenciam ao réu, que não tinha autorização para portar armas.
Após o crime, José Roberto fugiu e só se entregou à Polícia Civil no dia 28 de janeiro de 2024, em São Paulo.
O julgamento foi realizado nas dependências da Câmara de Artur Nogueira. O réu foi condenado por homicídio triplamente qualificado e posse irregular de arma de fogo.
Segundo o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, os crimes foram praticados antes do Pacote Antifeminicídio, de outubro de 2024. Por isso, não foram aplicadas regras previstas na nova legislação, como o aumento da pena máxima de 30 para 40 anos de prisão.
Fonte: g1 Campinas e Região
Foto: Redes sociais
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