Moradores de Engenheiro Coelho são afetados com quedas de energia

A frequente queda de energia tornou-se uma das maiores queixas dos moradores na região universitária em Engenheiro Coelho. Segundo populares, a situação tem sido recorrente desde setembro. A insatisfação vai além da queima de eletrodomésticos. Tem um morador que depende da energia para respirar e outros da internet para trabalhar e estudar. Muitas reclamações também são referentes ao calor e a impossibilidade de usar ventilador ou ar condicionado.

A moradora do condomínio Lagoa Bonita, Christiane Stafski, conta que a queima de eletrodoméstico é uma das suas menores preocupações. Ela relata que seu esposo depende da energia para respirar e a queda constante do abastecimento é motivo de agonia para o lar.

“Meu esposo depende de aparelho de suporte de vida, ou seja, ele respira através de aparelho, e o mesmo depende de energia, mesmo tendo nobreak a tensão em casa é enorme.  Pois se o aparelho queimar ou qualquer outra coisa, meu esposo não terá como respirar”, relata.

Para a moradora, o valor pago à empresa de distribuição elétrica é caro e mesmo assim, não compara a angústia causada pelas faltas da empresa. “A Elektro tem feito reparos durante a madrugada, muitas vezes nem percebemos que a luz faltou, só percebemos quando o respirador de meu esposo acusa bateria baixa, a bateria reserva tem mais ou menos 3 horas a mais, e se a luz demorar para voltar mais tempo que a reserva de bateria meu esposo corre risco de vida. Pagamos muito caro pela energia e sofremos como se não pagássemos o que nos cobram”, salienta.

A universitária, Adlaine de Oliveira Sherer, conta que em menos de uma semana registrou cerca de oito quedas de energia. Desses momentos, sofreu prejuízo em seus estudos. “Essas quedas de energia sempre acontecem de manhã ou na madrugada. Teve uma queda de energia que aconteceu no horário que eu estava entregando uma atividade. Então a gente perde atividade, não chegamos a perder aula, mas eu já perdi atividade por causa dessa queda de energia”, afirma.

Além desse acontecimento, a falta de energia também afeta na saúde da moradora do bairro Cidade Universitária. “Com esse calor eu estou passando muito mal e a queda de energia acontece mais a noite, no horário que eu fico mais dentro do quarto. O ventilador não funciona, a casa já é quente e para ajudar não tem energia”, expõe.

A professora, Ana Schaffer, é uma das moradoras do condomínio Lagoa Bonita que sofreu com as quedas e faltas de energia. A munícipe mora na região desde de agosto de 1994 e, segundo ela, esse problema se tornou frequente neste semestre.

Já tivemos outros problemas, como a queima do motor do nosso portão com uma queda de luz, há uns cinco anos. Mas não era tão frequente, agora isso se intensificou no mês de agosto e setembro para cá”, informa.

Schaffer relata que nessas quedas e faltas de energia, teve o replicador de internet e o receptor digital de satélite (TV) queimados. Segundo ela, foi desembolsado o valor de R$500,00 para fazer a troca do aparelho. A professora também encontrou problemas em outros eletrodomésticos.

“Não sei precisar o dia, mas faz umas três semanas que falta energia de duas a três horas. […] por exemplo, na quinta-feira (1), a luz foi e voltou várias vezes, assim questão de segundos, aí demorou uma hora e veio, foi quando apareceu o problema na geladeira. Escutei um barulho e era “track”, “track” e a luz do dispenser de água e gelo piscando e não saía nem água, nem gelo; de repente, água preta correndo ao lado da geladeira; tivemos que bloquear o sistema para parar de piscar. No domingo (4), ficou meia fase aqui em casa quase o dia todo e foi aí que queimou o aparelho da TV, porque sábado à noite estava tudo funcionando.  O da internet queimou já há 2 semanas, nas outras quedas de luz”, expressa.

“O problema não é nem tanto faltar luz 5 a 7 horas direto, mas ficar em meia fase ou oscila, ir e voltar, ir e voltar em segundos e as vezes minutos. Eu sinto isso no computador pois trabalho direto e está terrível isso”, complementa.

Valéria Cecílio Bueno de Oliveira é uma empresária que também mora no condomínio. Diante da situação, ela se sente insatisfeita com as quedas de energia que influencia na falta de água.

“Está tendo muita oscilação, faltando muita luz e a gente sofre. Lá no condomínio mesmo, está com problema na bomba d’água por conta da oscilação de energia. E a gente fica sem água, e tem de ficar controlando. […] então a gente sofre com a falta de água, por que a gente depende muito dela”, cita.

A estudante e moradora do bairro Cidade Universitária, Priscila Albuquerque, acha um descaso para com moradores essa situação.

“Eu acho uma falta de respeito com os moradores, principalmente aqui no universitário que já tem outros problemas precários aqui no bairro e principalmente por esse momento que a gente está vivendo que precisa de internet, de energia. Daí fica complicado com essas faltas constantes”, revela.

Na casa de Priscila faltou energia duas vezes. “Na primeira vez faltou 5 horas da manhã e aí todo mundo acordou com um calor e ninguém conseguiu mais dormir, por conta do ventilador desligado. Mas queimar não queimou nada”, conta.

  

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