Orquestra Sinfônica de Campinas comemora 90 anos com espetáculo em Pedreira

A Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas está comemorando 90 anos e, visando expandir seu público realizou na noite de sábado, 4 de maio,  espetáculo em Pedreira, nas dependências da Igreja Matriz de Sant’Ana, com a regência do maestro Erich Lehninger

Na apresentação foram executadas músicas do compositor Georg Friedrich Handel, com as obras Música Aquática, Suíte Nº 1, Fá Maior, Suíte Nº 3, Sol Maior e Música Aquática, Suíte Nº 2, Ré Maior. “Está peça é uma coleção de movimentos orquestrais, frequentemente divididos em três suítes, compostas por Hendel”, destacou na ocasião o maestro Lehninger.

O secretário de Cultura Clodoaldo Leite de Camargo agradeceu na oportunidade o prefeito de Campinas Jonas Donizette que mais uma vez atendeu a solicitação do prefeito Hamilton Bernardes Junior e propiciou a vinda da Orquestra Sinfônica para Pedreira. “Queremos agradecer a população que lotou a Igreja Matriz de Sant’Ana para assistir o concerto, nosso muito obrigado aos músicos, coordenadores e ao maestro Erich Lehninger pela emocionante apresentação”, enfatizou Clodoaldo Camargo.

Para o presidente da Câmara Municipal, vereador Dr. Jayro Gouveia Goulart Filho, o prefeito Hamilton Bernardes e toda a equipe da Secretaria de Cultura estão de parabéns. “A boa música clássica é emocionante e a Orquestra Sinfônica de Campinas esta entre as melhores do mundo, todos que aqui estiveram puderam desfrutar de momentos de muita emoção”, destacou o presidente do Poder Legislativo Jayro Goulart.

Erich Lehninger, regente e solista da Orquestra Sinfônica, é natural da Alemanha, onde começou a tocar violino aos cinco anos, orientado por seu pai, com onze anos tornou-se aluno de Helmut Zernick, em Colônia, e neste mesmo ano estreou em público com um recital de violino e piano. Sua extensa atividade como Solista e Camerista o levou para muitas cidades em quatro continentes, inclusive ao Brasil em 1970, onde realizou a primeira audição sul-americana do concerto “Memória de um Anjo” de Alan Berg. No Brasil foi Spalla da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo e Spalla e Regente do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Como regente atuou também a frente da Orquestra Sinfônica de Recife, Sinfônica Cultural de São Paulo, OSTNCS de Brasília, Sinfonietta Rio, Solista do Brasil e Filarmônica Vera Cruz. “Realizamos apenas dois ensaios e nos apresentamos em Pedreira com grande sucesso, agradeço em nome de todos os músicos os cumprimentos e aplausos recebidos”, enfatizou o Maestro.

O concerto apresentado pela Orquestra Sinfônica de Campinas na Igreja Matriz de Sant”Ana, estreou em 17 de julho de 1717, após o Rei Jorge I encomendar um concerto para ser executado sobre o Rio Tâmisa, o espetáculo foi executado originalmente por cerca de 50 músicos situados sobre uma barca nas proximidades da barca real, a partir da qual o monarca escutava a peça com seus amigos mais próximos. O Rei Jorge teria gostado tanto das suítes que pediu a seus músicos, já esgotados, que tocassem-na por três vezes durante o tempo do percurso.

 


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