Projeto ”Meu filho mais que especial”, valoriza crianças portadoras de necessidades especiais

Fotos: Daniela Tartaro

Susi Baião

A paixão pela fotografia e a vontade de dar visibilidade à beleza de crianças especiais é o que move o projeto “Meu filho mais que especial”, criado pela fotógrafa Daniela Tartaro (25). Na tarde do último sábado, dia 10, no Parque dos Lagos, Letícia, Olívia, Gabrielli, Júlia, Enzo e Cauã, foram fotografadas pela profissional.

Segundo Daniela, esse foi o primeiro trabalho que fez com crianças especiais. “Foi minha primeira vez e surgiu primeiramente por Deus ter posto o desejo no meu coração, crescendo dentro de mim a vontade de fazer algo por alguém. Minha primeira cliente foi a Letícia e gostei muito de fazer esse trabalho. Me emocionei porque sou mãe, tenho um casal de filhos e me coloquei no lugar de outra mãe, com uma realidade totalmente diferente da minha. Por alguns momentos eu pude imaginar como se fosse meu filho nessa situação, resolvi fazer esse projeto convidando essas mães para um ensaio de 10 fotos só para distrair, por alguns momentos no parque, esquecer os problemas. Acredito que esse ensaio, vai mostrar para tantas outras mães que não passam por isso, que tem uma vida abençoada e aprender a dar valor em tudo que tem. As mães dessas crianças em nenhum momento reclamaram, muito pelo contrário elas estavam felizes. Você vê a gratidão em seus olhos em cada pequena coisa. Cada gesto dos filhos é uma alegria”, contou.

“Nesse trabalho eu falei do tanto que temos que aprender com elas, mas a verdade é que as mães das crianças que fotografei, já passaram por tantos momentos difíceis, elas merecem um momento de alegria e terão esse trabalho como uma recordação de tudo que viveram. Uso o projeto tanto para minha aprendizagem, quanto param mostrar às pessoas, estas lindas crianças. O mundo não precisava velas com os olhos diferentes, eslas são como qualquer outro ser humano, mas com limitações”, concluiu.

Herica Mitestainer mãe de Olívia (6), falou da importância desse trabalho. “Olívia nasceu de 28 semanas devido a pressão altíssima que tive durante o parto. Os médicos falaram que não sabiam se uma de nós iria sobreviver. Ela nasceu bem, mas como foi prematura extrema, esquecia de respirar e acabou faltando oxigênio. Olívia também teve infecção generalizada, saiu do hospital com diagnóstico de leucomalácia, “paralisia cerebral”. Passamos por tanta coisa e hoje é emocionante vê-la bem, mesmo na cadeira de rodas porque segundo o diagnóstico dos médicos ela iria vegetar. Esse trabalho mostra que elas estão vivas, mesmo com suas limitações. As pessoas têm que parar com preconceitos, as crianças com necessidades especiais, cada uma com sua deficiência tem direito de ser feliz. Quero aqui em nome de todas as mães, deixar o nosso muito obrigada a fotógrafa Dani que proporcionou aos nossos filhos esse momento tão especial”, finalizou.

O próximo objetivo da profissional é fotografar no Boldrini. As fotos das crianças podem ser vistas na página no Instagram: @meufilhomaisqueespecial

 


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