Saldo de empregos na RMC cai 93,5% em março

Criação de novos postos de trabalho tem queda acentuada em relação a fevereiro; Campinas e Sumaré puxam baixo desempenho

Um estudo do Observatório PUC-Campinas, divulgado com base nos dados do Caged (Cadastro Nacional de Empregados e Desempregados), revelou que a baixa atividade econômica no país vem impactando a geração de postos de trabalho na Região Metropolitana de Campinas (RMC). Os municípios de Campinas e Sumaré apresentaram, só em março, a perda de 516 e 583 vagas, respectivamente. (VEJA O ESTUDO COMPLETO)

Apesar disso, em razão do aumento das oportunidades em Paulínia, Indaiatuba e Hortolândia – que possibilitaram, ao todo, 769 novas colocações –, a região teve saldo positivo de 327 postos de trabalho. Em relação ao mês de fevereiro, em que a RMC esbanjou saldo expressivo de 5004 novos postos, houve redução superior a 93%. Naquela ocasião, a economista Eliane Rosandiski, responsável pela análise, frisou que a melhoria havia sido puxada pelas atividades de educação, algo sazonal.

Eliane ainda avaliou, naquela oportunidade, que a reversão cíclica no quadro de desemprego estaria condicionada à criação de vagas no segmento industrial, o que não aconteceu em março. De acordo com o levantamento, o setor teve saldo negativo de 223 postos. A construção civil, que contribuiu com 401 novas ocupações, foi o setor de destaque no período. Chama atenção a queda de oportunidades nos serviços de alojamento, alimentação e manutenção, que vinham assegurando, nos últimos meses, bons resultados em termos de contratação.

O salário médio dos admitidos no período, que teve pequeno acréscimo na comparação com o mês passado, chegou a R$ 1.786,97, considerando 20 municípios da região.

Observatório PUC-Campinas

O Observatório PUC-Campinas é responsável pelo monitoramento de dados socioeconômicos da Região Metropolitana de Campinas (RMC) e está, atualmente, amparado em quatro eixos temáticos: Atividade Econômica/Comércio Internacional; Emprego/Renda; Sustentabilidade/ Desafios do Milênio; e Indicadores Sociais. Os estudos se estruturam na seleção de indicadores e análise sistêmica de dados que podem ser usados em diversos setores da sociedade.

  

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