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Santo Antônio de Posse tem o Pior índice no IDEB da Região Metropolitana de Campinas

O Município de Santo Antônio de Posse tem o pior Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) da Região Metropolitana de Campinas.  O índice também é importante condutor de política pública em prol da qualidade da educação. É a ferramenta para acompanhamento das metas de qualidade para a educação básica, que tem estabelecido, como meta para 2022, alcançar média 6 – valor que corresponde a um sistema educacional de qualidade comparável ao dos países desenvolvidos.

Posse em seus últimos resultados tem ficado em último lugar, com média de 4,5 em 2018 e 5,9 em 2019. Segundo levantamento do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo – TCE Resultado ruim no IDEB se deve mais à falta de Gestão do que de dinheiro.

O que é o IDEB?

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) é uma iniciativa do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para mensurar o desempenho do sistema educacional brasileiro a partir da combinação entre a proficiência obtida pelos estudantes em avaliações externas de larga escala (Sistema de Avaliação da Educação Básica ‐ Saeb) e a taxa de aprovação, indicador que tem influência na eficiência do fluxo escolar, ou seja, na progressão dos estudantes entre etapas/anos na educação básica. Essas duas dimensões, que refletem problemas estruturais da educação básica brasileira, precisam ser aprimoradas para que o país alcance níveis educacionais compatíveis com seu potencial de desenvolvimento e para garantia do direito educacional expresso na Constituição Federal.

Pela própria construção matemática do indicador (taxa de troca entre as duas dimensões), para elevar o Ideb, as redes de ensino e as escolas precisam melhorar as duas dimensões do indicador, simultaneamente, uma vez que a natureza do Ideb dificulta a sua elevação considerando apenas a melhoria de uma dimensão em detrimento da outra. O cálculo do Ideb obedece a uma fórmula em que as notas das provas de língua portuguesa e matemática são padronizadas em uma escala de 0,0 (zero) a 10,0 (dez), depois, a média dessas duas notas é multiplicada pela média (harmônica) das taxas de aprovação das séries da etapa (anos iniciais, anos finais e ensino médio), que, em percentual, varia de 0 (zero) a 100 (cem). O cálculo do indicador é exemplificado na tabela abaixo para quatro escolas hipotéticas.

Não é difícil perceber que a existência de Ideb baixo é explicada pela combinação de resultados baixos na taxa de aprovação (poucos alunos passam de ano) e/ou no desempenho no Saeb (poucos alunos alcançam boas notas). Entre escolas com mesmo desempenho no Saeb (escolas A e B), terá maior Ideb aquela com maior taxa média de aprovação (escola A). Entre escolas com a mesma taxa média de aprovação (escolas B e C), terá maior Ideb aquela com maior desempenho no Saeb (escola B). Quando todos os alunos são aprovados, o Ideb é igual ao desempenho no Saeb (escola D).

Com o IDEB, ampliam‐se as possibilidades de mobilização da sociedade em favor da educação, difundindo e valorizando a cultura do aprendizado, uma vez que o índice é comparável nacionalmente e expressa em valores dois resultados muito importantes do processo educacional. A combinação de ambos tem o mérito de equilibrar as duas dimensões: se um sistema de ensino retiver seus alunos para obter maiores resultados no Saeb, o fator fluxo será prejudicado, indicando a necessidade de melhoria do sistema. Se, ao contrário, o sistema apressar a aprovação de alunos sem se preocupar com o aprendizado, o resultado das avaliações indicará igualmente a necessidade de melhoria do sistema, ou seja, para melhorar o IDEB, os sistemas de ensino devem melhorar simultaneamente as duas dimensões do indicador, fluxo escolar e desempenho nas avaliações

Tentamos contato com a Secretária de Educação, mas até o fechamento da edição não tivemos retorno.

  

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