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Sempre o Barcelona

Uma análise sobre a final do mundial de clubes deste ano de 2015 no jogo entre River Plate, um time argentino, porém Sul-Americano, confrontando o Barcelona, um time Catalão, porém ainda espanhol ou seria, espanhol, porém Catalão – bem, não importa a posição histórica e política do clube, o que importa é que foi o “Barcelona” (entre aspas).

Eu, como um bom torcedor do futebol Sul Americano, logo pensei; Torcerei secretamente para a equipe do meu continente; o River Plate – muito embora seja um time do nosso país arquirrival, não me importei – queria por em prática um desafio, mesmo que utópico, de ver uma das nossas equipes vencendo o imbatível e grandioso Barcelona.

Tudo corria bem, Estádio Internacional de Yokohama estava em festa, a torcida em polvorosa, óbvio, pois, em instantes desfilaria ali no gramado, dois grandes clubes do mundo, segundo suas conquistas; uma equipe, campeã da Libertadores e a outra, campeã da Europa, seria confrontos de dois gigantes do futebol mundial, ou não? A resposta é não!

River Plate ainda não estava à altura do Barça, e isso era visível na entrada das equipes em campo; de um lado, um gigante desfilando suas caras estrelas do futebol mundial – campeão de tudo, por outro lado, River Plate, sem nenhum brilho de estrelas, e que igual a mim, secretamente ostentava sua enorme vontade de vencer aquele jogo, afinal ninguém entra em campo derrotado.

No inicio de jogo, confesso que já desanimava ao ver River Plate com marcação alta, “mordendo” a saída de bola do Barcelona. Meu Deus! – Pensei; Alguém é louco! Será que Marcelo Gallardo tinha a noção de quem estava enfrentando?

Conjecturei-me; Poxa! Enfrentar uma equipe que tem como selo há anos, a fama mundial dos exímios toques curtos, que envolvem constantemente o goleiro nestes toques, que tem uma constelação de peso e qualidade, sendo campeão de 2015 de diversos importantes títulos, como; La Liga, Copa do Rei, Champions League, Supercopa da Europa e Mundial de Clubes por duas vezes, tem que ter um excelente plano de jogo.

Na minha amadora visão, o mínimo a fazer era fechar a “casinha” e rezar muito para um possível erro nos seus lindos toques, acreditar e avançar para um possível contra-ataque, tornar a rezar para um lento retorno da defesa catalã, e com isso – chutar a gol, rezar fortemente por uma falha de Claudio Bravo, vibrar intensamente com um possível gol, em seguida se garantir num setor defensivo, e… – haja orações!

Lembrei-me do Milan em 2013, talvez, isso explica porque não sou técnico de futebol.

Voltando à realidade do jogo – não deu. A estratégia do River Plate durou até os 36 minutos, quando Messi fez valer o primeiro gol, em seguida Suárez aos 4 e aos 23 minutos do segundo tempo, selando a partida por três gols a zero. Sorte do River Plate que Neymar não estava em sua boa forma.

Por fim, deu Barcelona mais uma vez – três vezes campeões do mundo. Voltemos então à realidade – temos muito que aprender sobre futebol. Quem sabe um dia, um time Sul-Americano poderá concretizar este sonho, por enquanto, agradeço ao Barcelona pela aula!

Adinã Leme

  

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