4º Cine Guaçu premia vencedores nesta quarta-feira
A Secretaria de Cultura realiza nesta quarta-feira, 17 de junho, a exibição e premiação dos vencedores do 4º Cine Guaçu – Festival de Cinema de Mogi Guaçu. Com entrada gratuita, o evento será a partir das 19h, na sala de vídeo Maria Célia Stábile, no 2º piso do Centro Cultural, no Jardim Camargo.
Além da exibição, os melhores colocados receberão premiação em dinheiro e troféus. O primeiro lugar ganhará R$ 500; o segundo R$ 300; e o terceiro será premiado com R$ 250. Também haverá a categoria Curta Popular com prêmio de R$ 400 e troféu. A premiação Curta Popular será definida por votação do público presente durante a exibição dos curtas-metragens selecionados.
Nesta edição, o festival recebeu 113 inscrições: 76 obras de ficção, 31 documentários e seis experimentais. As produções vieram de 17 Estados brasileiros, do Distrito Federal e da Argentina, reforçando o alcance nacional e internacional do evento.
O secretário-adjunto de Cultura, Rodrigo Peguin, contou que seis curtas foram selecionados para a mostra. “Os trabalhos foram avaliados por uma banca técnica, que analisou criatividade, originalidade e qualidade artística e técnica”, explicou.
Curtas
A escolha das mostras finalistas do 4º Cine Guaçu reúne abordagens com temas bastante diferentes como, por exemplo, “Memórias com Vista pro Mar” – Rio de Janeiro (RJ), que trata de envelhecimento, ancestralidade e reconciliação familiar. Já na mostra “Eu Só Queria Comer” – São Paulo (SP), aborda o racismo cotidiano e a busca por dignidade.
Da cidade de Nilópolis (RJ) tem dois finalistas: “Nervos à Flor da Pele”, que retrata a sobrecarga do trabalho e os conflitos familiares e “Salve, Rainha!” que trata de identidade, relações familiares e tradição cultural. Em “Prioridades” – Cosmópolis (SP), discute desigualdade social e a pressão das aparências. Já “Vozes que Ecoam” – Mogi Guaçu (SP), preserva a memória de mulheres que marcaram a música da cidade nas décadas de 1980 e 1990.
De acordo com Rodrigo Peguin, a mostra cumprirá o papel proposto pelo festival com a divulgação do curta-metragem nacional e valorização dos realizadores independentes. “O cinema não transforma sozinho a realidade, mas nos permite enxergá-la por outros ângulos. Uma cidade também se reconhece nas histórias que registra, nas imagens que preserva e nas experiências que compartilha coletivamente”, comentou.
Segundo ele, há ainda uma dimensão importante da economia criativa. Um filme mobiliza roteiro, produção, elenco, fotografia, som, arte, figurino, montagem, música, acessibilidade e comunicação. “Valorizar o audiovisual significa também estimular trabalho, formação profissional, circulação de recursos e novas possibilidades de atuação cultural”, mencionou.
“É importante esclarecer que a avaliação dos trabalhos habilitados coube a uma Banca Técnica, porém, no dia da exibição, cada espectador receberá uma única cédula para votar no curta que mais lhe agradou, e o mais votado ganhará o prêmio popular”, finalizou.
4º Cine Guaçu
Quarta-feira, 17 de junho
19h – Sala de Vídeo Maria Célia Stábile – Centro Cultural
Avenida dos Trabalhadores, 2651, no Jardim Camargo