A NEUROCIÊNCIA COMPROVOU – Os animais têm consciência

Estudo e dedico-me à proteção dos animais à luz de palestras educativas e artigos publicados em ótimos jornais como O REGIONAL que me concede espaço para esse fim. Na verdade, desde criança sempre gostei deles, assim como minha esposa que também ama e protege os animais. É de família esse legado de amor. E motivado, estudo, retifico alguns conceitos e isso faz parte de quem aprende e tem como meta conhecer para evoluir. Ancorado nessas iniciais palavras, há um assunto que preciso e sempre precisarei insistir: trata-se da senciência dos animais. À primeira vista, pode parecer algo absurdo, exagero de minha parte, mas, estou embasado para afirmar convictamente que eles têm consciência, consequentemente, emoções e sentimentos como todos nós.

Durante séculos os animais foram vistos como seres desprezíveis, inferiores, para atender aos nossos caprichos e até alimentação. Suas vidas nunca foram respeitadas, essa é a verdade. Inclusive, René Descartes, proeminente filósofo francês (séculos XVI e XVII) sempre defendeu a tese que eles poderiam ser utilizados como cobaias em experiências científicas, pois “não sentiam dor”. Que absurdo!

Como um homem inteligente, exatamente aquele que cunhou a famosa frase – penso, logo existo, poderia pensar de forma tão rasa, aviltante e superficial, subestimando os indefesos animais?
Como ele chegou a essa ensandecida decisão? Quanta prepotência e vaidade!

 

A PARTIR DE 2012 OUTRA REALIDADE – A neurociência descortinou a verdade

O tempo passou e somente a partir de 2012, tudo se modificou, quando um grupo de 0neurocientistas capitaneados pelo dr. Philip Low, docente da Universidade Stanford e pesquisador do MIT – Massachussets Institute of Technology, resolveu estudar o cérebro de mamíferos e, posteriormente, de peixes, anfíbios, aves, etc. E a conclusão foi surpreendente: cientistas antes acreditavam que os animais por não possuírem o córtex cerebral, jamais poderiam ter consciência. No entanto, os estudos comprovaram que havia erro de entendimento. Não é o córtex cerebral o responsável por essas peculiaridades, mas, todo o escopo cerebral. Isso comprovou que os animais possuem sim, consciência, tendo sentimentos e emoções, possuindo os substratos neuroanatômicos, neuroquímicos e neurofisiológicos, responsáveis por essas propriedades.

Em síntese, ouso afirmar que não há mais dúvidas sobre o alusivo assunto. Quem quiser conferir o que afirmo, por favor, pesquise – Declaração de Cambridge – Philip Low e estou pronto para sanar dúvidas.

 

PINGANDO CONHECIMENTO JURÍDICO

Artigo 225, Constituição Federal/1988, § 1º/VII – Proteger a fauna e a flora, vedadas na forma da lei as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção das espécies ou SUBMETAM ANIMAIS À CRUELDADE – crime!!!

 

Gilberto Pinheiro é jornalista (24287/DRT-RJ),
ex-articulista do site da Amaerj – Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro em 2016, escrevendo sobre o tema e também ex-consultor da Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional RJ. Desenvolvi trabalho alusivo à questão, na Universidade Cândido Mendes, apresentando trabalho de entrevistas via web rádio e inúmeras palestras.

E-mail : gilberto_pinheiro@yahoo.com.br

  

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